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3,5% de IOF entre você e as criptos

Bom dia, apaixonados por cripto. O IOF - aquele velho conhecido das operações financeiras - pode estar prestes a dar as caras no universo das criptomoedas.


O Ministério da Fazenda avalia criar uma alíquota de 3,5% para compras de ativos virtuais, segundo uma minuta obtida pela imprensa. Hoje, esse tipo de cobrança simplesmente não existe no mercado. A proposta ainda prevê uma possível isenção para operações de até R$ 10 mil.

Por que agora?

Com a aprovação da regulação cripto no ano passado, o governo já tinha aberto caminho para esse tipo de medida. E outra: faz algum tempo que a equipe econômica percebeu que os criptoativos - especialmente as stablecoins - vêm sendo usados com frequência em remessas internacionais. A ideia seria aproximar a tributação do que já existe no câmbio tradicional.


A proposta deve ser levada para a consulta pública antes de sair do papel. Ainda não há uma data oficial para a entrada em vigor, mas a expectativa é que o tema avance e possa valer em algum momento deste ano. Estamos de olho por aqui.

📈 O que sobe, o que desce

Bitcoin (BTC)

US$ 68.828,66

+0,25%

Ethereum (ETH)

US$ 2.011,23

-0,75%

↑ Maiores altas
• Stable (STABLE): +16,57%
• LayerZero (ZERO): +16,15%
• Zcash (ZEC): +5,13%
Maiores baixas
• Hyperliquid (HYPE): -5,98%
• MYX Finance (MYX): -5,43%
• Jupiter (JUP): -4,71%
*Cotação do dia 10/02/26, às 8h45

Cripto Brasil

IOF sobre stablecoins é justo?

Stablecoins viraram uma das formas mais baratas de fazer remessas - e é justamente por isso que a ideia de enquadrar essas criptos no mercado de câmbio incomoda parte do mercado. Mas ontem, em uma live, o pessoal do Banco Central disse considerar a comparação justa: na visão da autarquia, comprar dólar via stablecoin ou pelo câmbio tradicional tem a mesma natureza jurídica. A diferença seria só a tecnologia usada no meio do caminho. Vocês concordam?

Crédito privado + tokenização

Crédito privado e tokenização - o processo de transformar ativos tradicionais em tokens - estão cada vez mais juntos e misturados. Um estudo da AmFi aponta que a blockchain pode reduzir em até 38% os custos operacionais desse mercado. No Brasil, já existem várias empresas usando a tecnologia cripto para captação. Com processos mais baratos, a tendência é oferecer títulos com retorno maior ao investidor - e, claro, um pouco mais de risco também.

M&A cripto mira crédito

Tem nova movimentação no mercado cripto. A Laqus, empresa que desenvolve tecnologia para o mercado de capitais, comprou 100% da Estar.Finance. A plataforma negocia tokens e títulos de dívida no mercado de balcão (aquele de negociações diretas entre as partes, sem a necessidade de uma bolsa) e opera dentro do sandbox (ambiente regulatório experimental) da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Segundo a Laqus, a aquisição faz parte da estratégia de avançar no mercado de crédito.

Cripto around the world

Euforia cripto pós-Trump esfria

Quando Donald Trump venceu a eleição nos EUA, em 2024, o mercado cripto entrou em modo empolgação - isso porque o presidente é visto como pró-setor. Mas, segundo Christopher Waller, diretor do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), parte dessa euforia já se dissipou em meio à recente onda de vendas. Para ele, a volatilidade atual também pode refletir incertezas regulatórias e ajustes de risco de instituições financeiras tradicionais que passaram a se expor mais a ativos digitais.

Virada cripto no Japão

A política Sanae Takaichi venceu como primeira-ministra do Japão. E esse movimento no país localizado a cerca de 18,5 mil km do Brasil pode influenciar o mercado. Isso porque, assim como Trump, ela tem uma postura mais “crypto-friendly” e defende redução de impostos sobre ativos digitais. Hoje, investidores japoneses podem pagar até 55% de tributos sobre ganhos com criptomoedas - bem mais que em outros países. Por aqui, por exemplo, a alíquota varia de 15% a 22,5%. A proposta dela é cortar a taxa para algo perto de 20%.

Gráfico do dia

Volume negociado de USDT no Brasil (últimos 7 meses)

Fonte: Índice Biscoint

Frase

Não há exagero nessa equiparação (stablecoins com câmbio) porque, em termos conceituais - tanto jurídicos quanto econômicos - o ato contratual é essencialmente o mesmo.

Antônio Marcos Guimarães, chefe-adjunto do Departamento de Regulação do BC

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Curadoria afiada sobre negócios, economia e investimentos.

Texto: Lucas Gabriel Marins
Design: João Brito

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