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A batalha das stablecoins
Bom dia, apaixonados por cripto. Enquanto os Estados Unidos lidam com tensões no Oriente Médio, uma outra disputa acontece dentro de casa - e envolve as stablecoins, criptomoedas atreladas a ativos como o dólar.
O resumo é simples: algumas plataformas cripto querem continuar oferecendo rendimento sobre stablecoins, algo parecido com juros. Os bancos não gostam nada da ideia - e pressionam para que essas empresas sigam as mesmas regras que o sistema bancário.
Pois o setor cripto ganhou aliados políticos. O presidente Donald Trump e seu filho Eric Trump criticaram os bancos por tentarem barrar esse tipo de produto. Não por acaso: a família Trump investe pesado no setor por meio da World Liberty Financial, que recentemente lançou sua própria stablecoin.
No fundo, a disputa é simples: bancos querem manter os investidores dentro do sistema tradicional; empresas cripto querem preservar espaço para inovar com regras diferentes; e tem gente na política tentando tirar uma casquinha. Peguem a pipoca - porque essa novela ainda está longe do fim.
📈 O que sobe, o que desce
Bitcoin (BTC)
US$ 73.294,66
+2,70%
Ethereum (ETH)
US$ 2.153,78
+3,82%
↑ Maiores altas
• Pi (PI): +14,05%
• Monero (XMR): +9,20%
• Zcash (ZEC): +5,89%
↓ Maiores baixas
• Stable (STABLE): -7,77%
• NEAR Protocol (NEAR): -3,97%
• Hyperliquid (HYPE): -1,54%
*Cotação do dia 05/03/26, às 8h45
Cripto Brasil
• Ripple moderniza - e inclui o Brasil
A Ripple, empresa ligada ao XRP - uma das maiores criptomoedas do mercado - atualizou sua solução de pagamentos internacionais, a Ripple Payments. Agora, empresas podem movimentar moedas tradicionais e stablecoins em um único lugar, sem precisar integrar vários provedores diferentes. Um detalhe importante: o Brasil entrou na lista de países atendidos. A primeira empresa a usar a novidade por aqui será o Banco Genial.
• BC avança na regulação
Tem mais regras chegando para o mercado cripto no Brasil. O Banco Central publicou nesta semana as resoluções 552 e 553. A primeira trata de regras de governança e gestão das empresas, enquanto a segunda aborda questões contábeis. Na prática, as normas trazem mais clareza sobre as obrigações que as empresas do setor devem seguir após a nova regulação cripto, que entrou em vigor em fevereiro.
• Cartórios brasileiros na blockchain
A tecnologia por trás das criptomoedas também começa a ganhar espaço nos cartórios brasileiros. Entre 2020 e 2025, pouco mais de 9 milhões de atos notariais - como escrituras públicas, procurações e certidões eletrônicas - foram registrados em blockchain. O movimento mostra como até setores tradicionais começam a embarcar na digitalização e na tokenização de documentos.
Cripto around the world
• Visa acelera no mundo cripto
A gigante de pagamentos Visa está aprofundando sua aposta em moedas digitais. A empresa ampliou sua parceria com a plataforma de infraestrutura cripto Bridge para permitir cartões Visa vinculados a stablecoins. Na prática, usuários poderão gastar stablecoins normalmente em qualquer estabelecimento que aceite Visa - uma rede com mais de 175 milhões de comerciantes no mundo. A iniciativa já está disponível em 18 países e deve chegar a mais de 100 até o fim do ano.
• Cripto em fuga no Irã
As exchanges cripto iranianas registraram um movimento alto após os ataques aéreos de EUA e Israel no fim de semana. Entre 28 de fevereiro e 2 de março, cerca de US$ 10,3 milhões em cripto saíram dessas plataformas, segundo dados da Chainalysis. Para onde foi esse dinheiro ainda não está claro. Os fundos, segundo a empresa, podem ter sido enviados para carteiras pessoais de cidadãos, novas infraestruturas de exchanges locais ou até movimentações ligadas ao Estado.
Gráfico do dia
O sobe e desce da dogecoin (DOGE)

Fonte: CoinGecko
Frase
Se o conflito (no Irã) se prolongar ou escalar, exigindo aumento expressivo de gastos militares, podemos ver pressão sobre déficits e dívida pública. Em cenários de expansão fiscal e eventual necessidade de maior emissão monetária, a narrativa do bitcoin como reserva de valor e proteção contra desvalorização cambial volta a ganhar força no médio e longo prazo”
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O Essencial
Curadoria afiada sobre negócios, economia e investimentos.
Texto: Lucas Gabriel Marins
Design: João Brito





