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A dança das criptos de dólar
Bom dia, apaixonados por cripto. Tem um movimento curioso acontecendo no super popular segmento de stablecoins de dólar - aquelas criptomoedas atreladas à moeda americana na proporção de 1 para 1.
O valor de mercado da USDT, a maior do setor, caiu de cerca de US$ 186 bilhões no final de janeiro para US$ 183 bilhões agora. Na contramão, a USDC, segunda maior stablecoin, cresceu: saiu da faixa de US$ 72 bilhões e encostou nos US$ 75 bilhões no mesmo período.
O que isso mostra? Primeiro, que não parece ser somente uma fuga do mercado cripto. Quando investidores vendem bitcoin (BTC) ou ethereum (ETH), muitas vezes estacionam o dinheiro em stablecoins para continuar dentro do jogo. E os dados indicam que esse capital não está saindo - está apenas mudando de endereço.
Segundo: há uma mudança de percepção de risco. A USDT segue dominante nas exchanges, mas convive há anos com questionamentos sobre transparência e reservas. Já a USDC carrega a narrativa oposta: tem emissor sediado nos EUA, mais alinhamento regulatório e maior integração com o sistema financeiro tradicional.
Não é um êxodo da USDT, claro, mas é um sinal de diversificação e de busca por versões de “dólar cripto” vistas como mais seguras.
📈 O que sobe, o que desce
Bitcoin (BTC)
US$ 65.303,20
+3,35%
Ethereum (ETH)
US$ 1.910,93
+5,32%
↑ Maiores altas
• Virtuals Protocol (VIRTUAL): +19,25%
• Morpho (MORPHO): +14,55%
• ether.fi (ETHFI): +13,29%
↓ Maiores baixas
• Toncoin (TON): -2,92%
• Just (JST): -1,23%
• LayerZero (ZRO): -0,91%
*Cotação do dia 25/02/26, às 8h45
Cripto Brasil
• Fundos brasileiros de cripto captam R$ 15,5 milhões
Enquanto bitcoin e altcoins oscilaram na semana passada, os brasileiros aproveitaram a queda para reforçar posição em cripto - mas via fundos. Foram US$ 3 milhões (R$ 15,5 milhões) em entradas em veículos de ativos digitais, segundo a gestora CoinShares. O movimento foi na contramão do exterior, onde os fundos registraram saídas de US$ 288 milhões (R$ 1,4 bilhão) no mesmo período.
• Engie flerta com mineração
A Engie, uma das maiores geradoras de energia renovável do país, está estudando instalar sistemas de armazenamento ou até um data center de mineração de bitcoin em sua usina solar Assú Sol, no Nordeste. O plano é dar destino à energia que hoje é desperdiçada por causa dos cortes de geração impostos para equilibrar o sistema elétrico. Em vez de aceitar o prejuízo, a companhia quer criar demanda local e melhorar a rentabilidade do projeto.
•Petrobras testa blockchain
Outra gigante brasileira que passou a olhar para o universo cripto foi a Petrobras - mas pelo lado da infraestrutura. A estatal está testando um sistema baseado na blockchain da cripto cardano (ADA), aliado a cartões com tecnologia NFC, para registrar e validar a presença de funcionários em treinamentos. A ideia é substituir controles manuais e dar mais segurança ao processo.
Cripto around the world
• Meta planeja lançar stablecoin
Entre 2019 e 2022, a Meta tentou criar a Libra (depois batizada de Diem), uma criptomoeda própria que seria integrada ao Facebook, WhatsApp e Instagram. O projeto, porém, enfrentou forte resistência de reguladores e acabou abandonado antes de sair do papel. Agora, a gigante de tecnologia quer voltar ao setor com uma abordagem mais pragmática: quer lançar uma stablecoin no segundo semestre, mas desta vez em parceria com uma empresa especializada, evitando construir toda a infraestrutura sozinha.
• Pressão política sobre a Binance
A maior exchange cripto do mundo voltou ao centro das atenções em Washington. Reportagem do New York Times apontou que a Binance teria sido usada em 2024 para movimentar US$ 1,7 bilhão ligado a grupos associados ao Irã. Após a publicação, o senador democrata Richard Blumenthal abriu uma investigação e enviou carta ao CEO da corretora, Richard Teng, pedindo documentos sobre o uso da plataforma por clientes iranianos.
Gráfico do dia
USDT perde valor de mercado em fevereiro

Fonte: CoinGecko
Frase
O crescimento da USDC em volume de transações parece cada vez mais ligado a casos de uso programáticos - pagamentos automatizados, integrações com agentes de IA, tesourarias algorítmicas e infraestrutura B2B”
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O Essencial
Curadoria afiada sobre negócios, economia e investimentos.
Texto: Lucas Gabriel Marins
Design: João Brito





