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A febre das ações tokenizadas

Bom dia, apaixonados por cripto. Tem um nicho do mercado que sobe como um foguete e disputa cada vez mais espaço com as bolsas de valores tradicionais, como a B3, no Brasil, e a NYSE, nos EUA: as ações tokenizadas. Prazer.

Em poucas palavras, elas transformam papéis de empresas conhecidas, como Nvidia e SpaceX, em tokens negociados em blockchain, permitindo comprar e vender esses ativos dentro do universo cripto.

Vejam alguns números: o valor de mercado delas saltou de US$ 814 milhões no início do ano para cerca de US$ 2 bilhões agora, um avanço e tanto de 145%. E o volume negociado bateu nos US$ 18,2 bi em julho, ante US$ 4 bi em janeiro. 🤯

📈 O que sobe, o que desce

Bitcoin (BTC)

US$ 64.531,45

+0,64%

Ethereum (ETH)

US$ 1.901,15

+1,67%

↑ Maiores altas
• PAX Gold (PAXG): +2,90%
• Monero (XMR): +2,89%
• Tether Gold (XAut): +2,81%
Maiores baixas
• Audiera (BEAT): -28,74%
• Canton (CC): -7,40%
• Pump.fun (PUMP): -6,93%
*Cotação do dia 06/08/26, às 8h45

Cripto Brasil

Coinbase critica BC

A regulação das criptomoedas no Brasil voltou a ser criticada pelo setor. Em nota divulgada na quarta-feira (5), o diretor da Coinbase para as Américas, Fabio Plein, afirmou que propostas do Banco Central podem comprometer a competitividade do país. Ele citou a retenção de até 24 horas para transferências de stablecoins acima de US$ 10 mil e disse que a medida ignora os rígidos controles de compliance já adotados pelas empresas do setor.

Corredor brasileiro para stablecoins

A startup brazuca Lumx se uniu à rede Stellar, blockchain da criptomoeda XLM, para criar um corredor entre o real e a stablecoin USDC. Na prática, bancos, fintechs e provedores de pagamento poderão liquidar operações internacionais usando a tecnologia cripto, com conversão entre reais e dólares digitais. Segundo as empresas, a iniciativa busca atender à crescente demanda por pagamentos transfronteiriços mais rápidos e baratos.

O efeito Clarity Act

Já comentamos aqui algumas vezes que o Congresso dos EUA discute o Clarity Act, projeto que cria regras para o mercado de criptomoedas e stablecoins. Embora a lei seja americana, ela pode influenciar o Brasil, que ainda regulamenta o setor. Especialistas avaliam que as definições sobre classificação de ativos, stablecoins e exigências de compliance tendem a servir de referência para reguladores e empresas em outros países.

Cripto around the world

Mastercard reforça estratégia cripto

A Mastercard concluiu a aquisição da BVNK, empresa de infraestrutura para stablecoins, em uma operação que pode chegar a US$ 1,8 bilhão. A multinacional americana comunicou que, com a compra, pretende ampliar o uso de ativos digitais em serviços como pagamentos entre empresas, liquidação financeira, gestão de tesouraria e transferências de recursos.

Visa segue a Mastercard

A outra gigante dos pagamentos não ficou para trás. A Visa anunciou ontem uma parceria com a zerohash, firma de infraestrutura em cripto, para incorporar stablecoins à plataforma Visa Direct, usada para transferências em mais de 195 países. A novidade permitirá que empresas realizem pagamentos internacionais, movimentem recursos e liquidem transações com dólares digitais.

Gráfico do dia

Volume negociado de ações tokenizadas

Fonte: Binance Research

Frase

O Brasil tem trilhos de pagamento de classe mundial e um mercado de stablecoins altamente ativo

Caio Barbosa, fundador e Co-CEO da Lumx

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Curadoria afiada sobre negócios, economia e investimentos.

Texto: Lucas Gabriel Marins
Design: João Brito

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