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A invasão das stablecoins de real
Bom dia, apaixonados por cripto. O real - que vez ou outra nos dá umas decepções, não dá para negar - está cada vez mais à vontade no mundo das criptomoedas. A prova disso é que duas novas stablecoins atreladas à nossa moeda foram anunciadas só nesta semana.
A tokenizadora Liqi vai colocar no mercado a BRDL, uma cripto pareada na proporção de 1:1 com o real. Ela será lastreada em títulos públicos e voltada para investidores institucionais. Já a plataforma argentina Ripio, que já tem stablecoins de outros cinco países da América Latina, também planeja lançar um token atrelado ao real neste ano.
Vale lembrar que hoje já existem seis stablecoins em reais - BRZ, BRLA, cREAL, BBRL, BRL1 e BRLV. É uma verdadeira sopa de letrinhas. Em 2025, elas movimentaram R$ 20 bilhões. E outra: em dezembro, a B3 sinalizou que deve lançar a sua própria cripto ligada à nossa moeda. E, neste mês, o Tony Volpon, ex-diretor do Banco Central, também anunciou uma.
Numa conta rápida de padeiro, isso significa que em breve podemos ter cerca de 10 stablecoins nacionais rodando por aí. O Tesouro, claro, agradece, pois quase todas elas (só uma foge à regra) são lastreadas em títulos públicos.
📈 O que sobe, o que desce
Bitcoin (BTC)
US$ 89.235,88
+1,75%
Ethereum (ETH)
US$ 3.014,35
+3,93%
↑ Maiores altas
• Hyperliquid (HYPE): +25,76%
• Canton (CC): +14,89%
• Jupiter (JUP): +13,98%
↓ Maiores baixas
• River (RIVER): -6,98%
• Kaia (KAIA): -3,84%
• Sui (SUI): -1,00%
*Cotação do dia 28/01/26, às 8h45
Cripto Brasil
• Brasil tokenizado
A tokenização - o processo de transformar ativos em tokens na blockchain, a tecnologia por trás das criptos - segue subindo ladeira no Brasil. O volume de emissões já está quase (falta só um tiquinho) batendo na casa dos R$ 6 bilhões, segundo a plataforma RWA Monitor. É muita grana, hein? Por enquanto, o que mais vira token por aqui são debêntures, Cédulas de Crédito Bancário (CCBs) e notas comerciais.
• Recompensa brazuca na blockchain
O pessoal da Trexx, uma startup brasileira de games que mistura blockchain e inteligência artificial, lançou uma novidade. Trata-se de uma plataforma virtual em que usuários de e-sports (competições de videogame) circulam e têm acesso a uma série de benefícios, como gift cards e cashback. Na prática, funciona como um programa de fidelidade moderninho - com uma pitada de cripto e IA.
Cripto around the world
• A stablecoin super certinha
A Tether, emissora da gigante USDT, lançou uma nova stablecoin atrelada ao dólar: a USAT. Ok, mas qual a diferença? Essa cripto foi desenhada para cumprir à risca tudo o que diz a legislação americana sobre custódia e compliance - ou seja, é a versão “boa moça” da casa. Ela é bem diferente de sua irmã rica, a USDT, que tem um valor de mercado de impressionantes US$ 186 bilhões e, vez ou outra, apanha por causa de dúvidas sobre transparência.
• US$ 500 bilhões em jogo
A relação entre bancos e stablecoins continua rendendo atritos. Um novo relatório do Standard Chartered alerta que instituições financeiras regionais dos EUA podem perder até US$ 500 bilhões com a migração de clientes para essas criptos super populares. Vale lembrar que muitas delas, como a USDC, da Circle, pagam rendimento aos usuários - às vezes maior do que o oferecido por produtos tradicionais dos bancos. Essa disputa promete render bons capítulos ao longo do ano.
• Ouro, prata… e uma cripto nas alturas
O token Hyperliquid (HYPE, para os mais íntimos) está voando. Nos últimos sete dias, disparou 65% - o melhor desempenho entre todas as criptos. Só hoje, a alta passa de 25%. Motivos? Bem, essa criptomoeda é nativa de uma exchange descentralizada que permite negociar não só ativos digitais, mas também derivativos de commodities como ouro e prata. E, se você está acompanhando o noticiário, sabe que esses dois metais nobres estão nas alturas em meio a tanto ruído geopolítico pelo mundo.
Gráfico do dia
HYPE decola 65% em uma semana

Fonte: Coingecko
Frase
Os vetores estruturais da adoção cripto na América Latina tornaram-se cada vez mais evidentes. A inflação persistente, a volatilidade cambial e os desequilíbrios fiscais continuam a direcionar famílias, empresas e investidores para os ativos digitais como reserva de valor e instrumento de mobilidade de capital”
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Curadoria afiada sobre negócios, economia e investimentos.
Texto: Lucas Gabriel Marins
Design: João Brito






