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Stablecoin da B3 está quase saindo do forninho
Bom dia, apaixonados por cripto. A stablecoin da B3, anunciada no fim do ano passado, está quase saindo do forninho.
Em um evento realizado nesta semana em São Paulo, um dos diretores da bolsa brasileira disse que a criptomoeda - pareada ao real - deve ficar pronta ainda neste semestre. Ou seja: pode nascer até o final de junho. 🎉
Hoje, o Brasil já tem 13 stablecoins. Contando a novata da B3, serão 14. E esse número ainda pode crescer, já que no projeto-piloto de tokenização da Anbima pode surgir mais uma.
Aliás, se tem um setor do universo cripto que realmente está bombando, é esse de stablecoins, hein?
📈 O que sobe, o que desce
Bitcoin (BTC)
US$ 75.786,57
-1,02%
Ethereum (ETH)
US$ 2.080,98
-0,64%
↑ Maiores altas
• Internet Computer (ICP): +9,83%
• Morpho (MORPHO): +6,45%
• Hyperliquid (HYPE): +6,07%
↓ Maiores baixas
• NEAR Protocol (NEAR): -8,08%
• Ondo (ONDO): -6,76%
• Zcash (ZEC): -6,50%
*Cotação do dia 27/05/26, às 8h45
Cripto Brasil
• Tokenização no radar da CVM
Enquanto a B3 desenha sua stablecoin, a CVM prepara uma consulta pública sobre tokenização. A ideia do xerifão do mercado de capitais é discutir como vão funcionar as negociações de ativos tokenizados, a estrutura pós-negociação e como tudo isso deve operar dentro da blockchain. Vale lembrar que esse tema já estava na agenda do regulador para 2026.
• No vácuo do Drex
E mais uma da CVM. Para o regulador, as stablecoins locais podem acabar ocupando o espaço deixado pelo Drex, o real digital do Banco Central, que perdeu força no fim do ano passado. A avaliação é que a falta de uma infraestrutura definitiva para liquidação financeira abriu caminho para essas criptos famosinhas. Hoje, inclusive, as versões dolarizadas dessas criptos já são as mais negociadas pelos brasileiros.
• Receita mira importações em cripto
Notícia meio bad para quem usa cripto no comércio exterior. A Receita Federal publicou uma nova regra que pode complicar operações de importação feitas com bitcoin, stablecoins e outros criptoativos. Na prática, contratos fechados apenas em cripto deixam de seguir o cálculo tradicional do imposto, o que pode gerar cobranças menos previsíveis - e até mais altas.
Cripto around the world
• O nado quase assassino da baleia
O clima, que já não estava muito bom para os ETFs americanos de bitcoin, piorou. Isso porque uma baleia (investidor com muita grana) vendeu sozinha US$ 1,2 bilhão em cotas do ETF de BTC da BlackRock, o famosinho IBIT, numa operação privada feita fora do mercado tradicional. A venda não significa necessariamente uma fuga definitiva do fundo, mas reforçou o clima de cautela entre os grandões de Wall Street.
• Os perdedores de senha - e de cripto
Uma das formas de guardar criptos é pela chamada autocustódia, quando o próprio investidor fica responsável pela carteira e pela senha - sem exchange, banco ou gestora no meio. O problema? Cerca de 1 em cada 3 usuários já perdeu acesso à própria carteira, e boa parte nunca conseguiu recuperar as criptos. Detalhe: nesses casos, não existe SAC para ligar pedindo ajuda.
Gráfico do dia
Volume negociado de criptos no Brasil (maio)

Fonte: Índice Biscoint/Entre 1º e 26 de maio
Frase
A B3 já exerce um papel central como depositária no mercado tradicional e queremos trazer essa expertise para o ambiente tokenizado”
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O Essencial
Curadoria afiada sobre negócios, economia e investimentos.
Texto: Lucas Gabriel Marins
Design: João Brito





