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Ataque, dúvidas e queda: dezembro começa turbulento

Bom dia, apaixonados por cripto. O bitcoin (BTC) e as principais altcoins fecharam novembro em baixa, como já era esperado, mas havia uma certa expectativa de que dezembro começaria melhor. Não foi o caso - e o setor já entra no mês sob pressão.

Ontem, um novo ataque virtual a um produto cripto reacendeu dúvidas sobre a segurança do mercado. Ao mesmo tempo, crescem questionamentos sobre a saúde financeira da Tether, emissora da maior stablecoin do mundo, a USDT.

Para completar, o bitcoin não tem conseguido defender sua narrativa de “ouro digital”: enquanto o metal acumula valorização de 62% no ano, a criptomoeda cai 10%. O último mês de 2025, por enquanto, não começou nada amigável.

📈 O que sobe, o que desce

Bitcoin (BTC)

US$ 86.475,42

-5,36%

Ethereum (ETH)

US$ 2.844,00

-5,40%

↑ Maiores altas
• Rain (RAIN): +12,4%
• Just (JST): +2,24%
Leo Token (LEO): +0,40%
Maiores baixas
• Zcash (ZEC): -18,75%
• Celestia (TIA): -15,45%
• Ethena (ETA): -14,70%
*Cotação do dia 01/12/25, às 8h45

Cripto Brasil

Flamengo voa no campo, mas cai em cripto

O Flamengo venceu o Palmeiras no sábado (29) e se tornou o clube brasileiro com mais títulos da Libertadores. Mas, enquanto o time brilha em campo, no universo cripto o cenário é diferente: seu fan token MENGO recua 96% desde o lançamento, em 2021. O VERDAO, token do Palmeiras, também não escapa - acumula perda de 99,67%. Parece que o modelo de fan tokens não conquistou o investidor brasileiro.

Bitcoin como válvula de escape

A Méliuz (CASH3) virou uma bitcoin treasury company - ou seja, uma empresa que mantém parte do caixa em BTC - no início deste ano. Segundo Diego Kolling, head de estratégia bitcoin da firma, a companhia percebeu que deixar R$ 250 milhões do caixa (montante que tinha na época) em títulos públicos era sinônimo de perder dinheiro por causa dos juros e inflação do país. O BTC acabou virando uma ‘válvula de escape’ para proteger a tesouraria. Hoje, a Méliuz já acumula 605 bitcoins.

Para que uma moeda digital estatal brasileira?

O Banco de Compensações Internacionais (BIS) - uma espécie de “banco central dos bancos centrais” - avalia que o Brasil não precisa de uma CBDC, uma moeda digital emitida por governos. O motivo é simples: o Pix já cumpre essa função com eficiência, segundo a instituição. No caso brasileiro, o Drex é o projeto que poderia ser classificado como uma CBDC. Diferentemente das criptomoedas como bitcoin e ethereum, porém, esse tipo de ativo digital é centralizado e controlado pelo Estado, e não pelos próprios usuários.

Cripto around the world

Fundos cripto atraem US$ 1 bi

Os fundos globais de criptomoedas voltaram ao terreno positivo após um mês de saídas. Na semana passada, registraram entradas líquidas de US$ 1,07 bilhão, segundo a CoinShares. O Brasil acompanhou o movimento, com fluxo positivo de US$ 9,7 milhões. O detalhe: esse respiro ocorreu antes da virada negativa do bitcoin e das altcoins no domingo (30). Resta saber se o fôlego se mantém ou se os saques voltam a ganhar força.

Stablecoin da Sony

O Sony Bank, braço financeiro da Sony Group Corporation, planeja lançar em 2026 uma stablecoin indexada ao dólar. O banco já pediu licença regulatória e firmou parceria com a americana Bastion, especializada em ativos digitais. A expectativa é que a nova criptomoeda seja usada para pagamentos dentro do ecossistema da marca - de assinaturas a videogames, passando por animes e outros conteúdos voltados ao público dos EUA.

Conteúdo de marca: Nubank

Stablecoins e o futuro do dinheiro, por Roberto Campos Neto, do Nubank

As criptomoedas atreladas ao dólar – stablecoins conhecidas como “dólar digital” – não param de crescer no mundo todo. Já são US$ 300 bilhões, com projeção de chegar a US$ 1 trilhão até 2030.

“Se isso se concretizar, emissores de stablecoins podem se tornar o segundo maior detentor de títulos da dívida dos EUA”, disse o vice-chairman e economista-chefe do Nubank, Roberto Campos Neto, ao videocast Perspectivas. Entenda por quê.

No videocast, Campos Neto também mostra que o futuro do dinheiro está na intersecção entre Open Finance, tokenização e IA. O Brasil é um dos países mais bem posicionados para que o vem à frente, segundo ele. Assista.

Gráfico do dia

Entradas nos ETFs de Ethereum dos EUA

Fonte: SoSoValue

Frase

Sou totalmente contrário. Não taxaria nenhuma stablecoin, nem as atreladas ao dólar e nem as atreladas ao real

Aureo Ribeiro, deputado federal

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Curadoria afiada sobre negócios, economia e investimentos.

Texto: Lucas Gabriel Marins
Design: João Brito

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