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Bitcoin decepciona
Bom dia, apaixonados por cripto. O bitcoin (BTC) foi uma das classes de ativos mais rentáveis de 2024, com alta superior a 100%. Na época, era festa para todo lado: manchetes pipocando, rankings de melhores investimentos e a criptomoeda no centro das atenções.
Corta para o fim de 2025 - e o desfecho foi bem menos animador. O bitcoin decepcionou e fechou o ano com queda de pouco mais de 6%, frustrando as expectativas dos investidores. Em reais, o tombo foi ainda maior, perto de 20% - resultado não só da desvalorização do ativo digital, mas também do recuo da moeda brasileira frente ao dólar, de cerca de 11%.
Muita coisa aconteceu ao longo do ano e pesou sobre o mercado cripto: episódios de forte volatilidade, como a perda de US$ 20 bilhões dos traders em um único dia de outubro, além de dúvidas relacionadas a guerras comerciais e a saúde financeira de empresas do setor.
Isso significa que 2026 será um ano ruim? Não necessariamente. Para especialistas, o mercado está mais maduro, especialmente com a entrada de investidores institucionais. Além disso, o velho ciclo de quatro anos pode já não existir - o que, para muitos, é até uma boa notícia.
📈 O que sobe, o que desce
Bitcoin (BTC)
US$ 89.320,17
+1,78%
Ethereum (ETH)
US$ 3.040,39
+1,89%
↑ Maiores altas
• Pepe (PEPE): +26,70%
• Floki (FLOKI): +15,09%
• Render (RENDER): +14,90%
↓ Maiores baixas
• Canton (CC): -10,40%
• Hyperliquid (Hype): -4,25%
• Zcash (ZEC): -2,93%
*Cotação do dia 02/01/26, às 8h45
Cripto Brasil
• PF reforça monitoramento de transações cripto
A Polícia Federal deu mais um passo para se atualizar no universo cripto e fechou um contrato de R$ 1,7 milhão para usar softwares capazes de rastrear e analisar transações com criptomoedas, reforçando o uso de tecnologia baseada em blockchain nas investigações. A ideia é ampliar o apoio a apurações de crimes financeiros, como fraudes digitais e lavagem de dinheiro, num momento em que o uso de criptoativos cresce no país.
• Tokenização bomba e já soma R$ 4 bilhões no Brasil
A tokenização - processo de transformar ativos tradicionais, como ações e debêntures, em tokens na famosinha blockchain - vai muito bem no Brasil, obrigado. O total de ativos digitais emitidos por esse método cripto alcançou a marca de R$ 4 bilhões em 2025. Hoje, o ativo mais tokenizado em terras brasileiras é a Cédula de Produto Rural (CPR), um dos principais instrumentos usados por agricultores para financiar suas operações.
• Receita libera caminho para regularizar cripto
No final do ano passado, o governo federal abriu uma janela para quem deixou de declarar criptomoedas nos últimos anos colocar tudo em dia. O passo a passo já foi divulgado. Em resumo, é preciso apresentar a Declaração de Opção pelo Regime Especial de Regularização Patrimonial (Deap) no sistema e-CAC da Receita Federal até o dia 19 de fevereiro de 2026. Vale dar uma olhada na instrução normativa com todas as regras.
Cripto around the world
• Volume nas exchanges esfria
O movimento nas grandes corretoras de cripto deu uma boa esfriada em dezembro. O volume negociado à vista nas exchanges centralizadas caiu para US$ 1,13 trilhão, o menor nível em 15 meses, com queda forte em relação a outubro e novembro. A combinação de fim de ano, baixa volatilidade e falta de catalisadores deixou o mercado mais quieto, com investidores reduzindo a exposição nas plataformas tradicionais. A Binance seguiu líder absoluta, mas nem ela escapou do clima de ressaca.
• Tether segue acumulando bitcoin
Enquanto o mercado desacelera, a Tether foi às compras. A emissora da USDT, maior stablecoin do planeta, adicionou quase 8,9 mil bitcoins ao caixa - um “cheque” de cerca de US$ 780 milhões. Com isso, a empresa passa a deter 96,37 mil BTC e consolida sua posição como uma das maiores detentoras privadas de cripto do mundo. O movimento segue a estratégia anunciada em 2023, que direciona até 15% dos lucros trimestrais para a compra de bitcoin, transformando a Tether numa acumuladora cripto constante.
Gráfico do dia
Os títulos brasileiros mais tokenizados

Fonte: RWA Monitor.
Frase
Investidores de varejo agora têm acesso mais fácil a ativos de mercado privado menos líquidos, como crédito privado, empresas pré-IPO e private equity, já que a tokenização ajuda a desbloquear esses mercados, mantendo os requisitos de conformidade e relatórios”
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O Essencial
Curadoria afiada sobre negócios, economia e investimentos.
Texto: Lucas Gabriel Marins
Design: João Brito






