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Bitcoin despenca

Bom dia, apaixonados por cripto. Mas, sendo bem honesto, é um bom dia mais ou menos. Se você abriu o gráfico hoje cedo, já percebeu: o bitcoin (BTC) apanhou feio nas últimas 24 horas. E não foi pouco.

O gatilho veio de fora. Após a Microsoft divulgar um balanço meia-boca, rolou uma venda generalizada no setor de tecnologia - e, como cripto anda de mãos dadas com esse mercado, caiu junto no pacote.

Para piorar o humor, as tensões geopolíticas voltaram a ganhar força. Os Estados Unidos elevaram o tom contra o Irã e falaram, novamente, em um possível ataque caso não haja avanço no acordo nuclear.

E tem mais ruído vindo de Washington: democratas querem barrar o financiamento do Departamento de Segurança, reacendendo o risco de um novo shutdown (paralisação parcial do governo). Da última vez, foi um baita bafafá.

Resultado? O mercado azedou, claro. Mas vale um adendo importante: não foi só o bitcoin e as demais criptos que sofreram nessa bagunça. As ações caíram e até o queridinho ouro também está em baixa (sim, é isso mesmo que você leu).

O “sextou” até chegou - mas a festa, nem tanto.

📈 O que sobe, o que desce

Bitcoin (BTC)

US$ 82.719,65

-6,00%

Ethereum (ETH)

US$ 2.735,78

-6,55%

↑ Maiores altas
• Canton (CC): +4,86%
• Stable (STABLE): +4,77%
• Unus Sed Leo (LEO): +0,06%
Maiores baixas
• River (RIVER): -29,04%
• Lighter (LIT): -11,59%
• PancakeSwap (CAKE): -10,53%
*Cotação do dia 30/01/26, às 8h45

Cripto Brasil

BC organiza a casa cripto

Enquanto o mercado cripto recua forte, o Banco Central resolveu arrumar a prateleira. O BC publicou uma nova instrução normativa que define, de forma mais prática, quais documentos, prazos e procedimentos corretoras, distribuidoras e plataformas cripto precisam cumprir para operar no Brasil. O texto não cria grandes surpresas, mas ajuda a dar mais clareza ao marco regulatório divulgado no fim do ano passado.

Galinha brasileira, farelo e blockchain

A blockchain, muitas vezes apontada como vilã ambiental por causa do consumo de energia da mineração de bitcoin, também pode jogar a favor do meio ambiente. Um exemplo vem da Mantiqueira, que fechou parceria com a Bunge para a compra de 12 mil toneladas de farelo. Todo o processo será rastreado via blockchain, da fazenda ao destino final. O detalhe verde: esse farelo tem pegada de carbono entre 40% e 70% menor.

Cripto around the world

Lei cripto avança no Senado americano

A discussão sobre a regulamentação do mercado cripto avançou no Senado americano. O texto foi aprovado no Comitê de Agricultura por margem apertada (12 votos a 11), marcando a primeira vez que uma proposta do tipo supera uma etapa formal na Casa. O próximo obstáculo é o Comitê Bancário, onde estão os pontos mais sensíveis da lei - como o tratamento dos rendimentos de stablecoins, que seguem no centro da disputa entre plataformas cripto e bancos.

Rússia libera (um pouco) o jogo cripto

A Rússia deve concluir seu marco regulatório de criptomoedas ainda neste ano. O plano prevê que investidores de varejo possam negociar até 300 mil rublos (cerca de R$ 21 mil) em ativos digitais. Já investidores qualificados terão liberdade total de negociação. O país também deve liberar a mineração de criptos, desde que os operadores estejam legalizados. As criptomoedas de privacidade - aquelas que permitem anonimato, como o monero - ficarão proibidas.

ETFs dos EUA perdem quase US$ 1 bi

A queda do bitcoin e das altcoins respingou, como esperado, nos ETFs americanos. Os produtos registraram quase US$ 1 bilhão em resgates ontem. Só os ETFs de bitcoin tiveram saídas de US$ 817,9 milhões - o maior fluxo negativo diário desde 20 de novembro. Já os ETFs de ether somaram US$ 155,6 milhões em resgates. O movimento pressiona ainda mais os preços das criptos e indica que o investidor institucional está com o pé atrás.

Gráfico do dia

O forte recuo do bitcoin

Cotação do dia 30/01/26.

Frase

O cenário atual passa a ser de maior incerteza para o mercado cripto, especialmente no curto prazo, à medida que ativos considerados mais tradicionais vêm sendo vistos pelos investidores como alternativas relativamente mais seguras dentro das atuais condições macroeconômicas

Felipe Martorano, analista de criptomoedas da Levante Inside Corp

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Curadoria afiada sobre negócios, economia e investimentos.

Texto: Lucas Gabriel Marins
Design: João Brito

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