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Bitcoin em queda: pânico ou oportunidade?
Bom dia, apaixonados por cripto. Se você deu uma passada nos sites de notícias no fim de semana ou hoje, já sabe: o bitcoin (BTC) e as principais criptomoedas derraparam feio - de novo.
O motivo não é exatamente novidade. O mercado segue pressionado por um combo pouco amigável: tensões geopolíticas, incertezas sobre os juros nos Estados Unidos, o setor de tecnologia andando em terreno instável (e levando as criptos junto) e um dólar mais forte. A gente vem falando disso por aqui.
Esse ambiente mais pesado acabou gerando uma crise de confiança na indústria de moedas digitais e reacendeu um velho debate: afinal, qual é o papel do bitcoin em uma carteira diversificada? Cadê a tese de “ouro digital”? Cadê o ativo de crescimento?
Com tanta dúvida no ar, as vendas comeram solta. Só os ETFs de bitcoin listados nos EUA registraram US$ 1,49 bilhão em retiradas na semana passada - o maior volume semanal de saídas em quase um ano.
Mas tem um detalhe curioso nesse movimento. Enquanto investidores de varejo apertam o botão de venda, muitas vezes realizando prejuízo, as chamadas “baleias” - quem tem grandes volumes de cripto - estão aproveitando os preços mais baixos para acumular, discretamente.
O que isso quer dizer? Que está acontecendo uma transferência de riqueza do investidor de varejo para os grandes players do mercado de ativos digitais. Na prática, o movimento sugere que, apesar do barulho e do mau humor no curto prazo, quem tem mais capital ainda enxerga valor no que vem pela frente.
📈 O que sobe, o que desce
Bitcoin (BTC)
US$ 77.606,13
-0,98%
Ethereum (ETH)
US$ 2.278,44
-4,61%
↑ Maiores altas
• MYX Finance (MYX): +12,26%
• XDC Network (XDC): +6,76%
• Jupiter (JUP): +5,36%
↓ Maiores baixas
• Monero (XMR): -6,77%
• Pump.fun (PUMP): -5,79%
• Bitget Token (BGB): -5,38%
*Cotação do dia 02/02/26, às 8h45
Cripto Brasil
• Regras do BC dão a largada
As novas regras para o mercado de criptomoedas, publicadas pelo Banco Central do Brasil no fim do ano passado, começam a valer hoje. Na prática, o BC passa a definir quem pode atuar no mercado local, quais autorizações são necessárias e como algumas criptomoedas devem ser enquadradas. Um ponto importante: as stablecoins passaram a ser tratadas como operações de câmbio.
• Mais uma stablecoin brasileira no pedaço
O Brasil acaba de ganhar mais uma stablecoin atrelada ao real: a BRLN. Ela foi lançada pela empresa Núclea e deve ser usada, inicialmente, para dar suporte aos processos internos de liquidação e compensação da firma. Vale lembrar: só nos últimos dois meses, quatro stablecoins ligadas à moeda brasileira foram lançadas ou anunciadas. Somadas às que já existem, o país caminha para ter 11 stablecoins “made in Brazil”.
• Nubank avança no mercado cripto dos EUA
O Nubank recebeu sinal verde do Office of the Comptroller of the Currency (OCC) - órgão do governo americano responsável por regular e supervisionar os bancos nacionais e instituições de poupança federais - para operar com uma licença de banco nacional nos Estados Unidos. Com isso, além de oferecer contas, cartões e empréstimos, a fintech também poderá prestar serviços de custódia de criptoativos na “gringa”.
Cripto around the world
• Visa e Mastercard jogam água fria nas stablecoins
Stablecoins estão em alta, ok. Mas gigantes dos pagamentos como Visa e Mastercard ainda veem pouco apelo dessas criptos para os pagamentos do dia a dia - ao menos por enquanto. Em calls sobre resultados, executivos das empresas disseram que, em mercados desenvolvidos, os consumidores já contam com meios digitais rápidos e eficientes para pagar, o que acaba limitando a demanda por stablecoins no varejo.
• Binance blinda usuários com bitcoin
A Binance, maior exchange do mercado, mantém uma reserva para proteger clientes em casos extremos, como ataques hackers, falhas operacionais ou perdas inesperadas. Esse fundo se chama SAFU e soma US$ 1 bilhão. Até agora, ele era composto por uma mistura de ativos, principalmente stablecoins. A novidade é que a exchange decidiu migrar tudo para o bitcoin. Motivo? Segundo a empresa, o BTC serve como ativo central no ecossistema cripto e representa valor no longo prazo.
Gráfico do dia
A derrapada do bitcoin no fim de semana

Fonte: CoinGecko
Frase
Não acredito que veremos um novo recorde histórico do bitcoin em 2026”
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O Essencial
Curadoria afiada sobre negócios, economia e investimentos.
Texto: Lucas Gabriel Marins
Design: João Brito






