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Bitcoin entre bombas e cessar-fogo

Bom dia, apaixonados por cripto. O mercado está de olho nos gráficos e no Oriente Médio. Isso porque os EUA deram prazo até hoje, às 21h (horário de Brasília), para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz. Rolou até um papo sobre um possível cessar-fogo de 45 dias, mas ninguém ainda concordou.

Se houver acordo, analistas veem espaço para um alívio no bitcoin (BTC) e em outras criptos, que vêm sendo pressionadas nas últimas semanas. A lógica é simples: menos tensão geopolítica significa menos medo de inflação - e mais fôlego para ativos de risco.

E mesmo com o vai e vem dos último dias, o pano de fundo de março foi positivo para as criptos, dizem os analistas. Motivos? Investidores com grana continuaram comprando, empresas acumularam BTC em caixa e Wall Street, aos poucos, entrou cada vez mais dentro do jogo setor. Ainda assim, há um detalhe preocupando: a força institucional pode diminuir.

📈 O que sobe, o que desce

Bitcoin (BTC)

US$ 68.965,44

-1,21%

Ethereum (ETH)

US$ 2.210,81

-1,62%

↑ Maiores altas
• Canton (CC): +6,12%
• Morpho (MORPHO): +5,70%
• Zcash (ZEC): +3,39%
Maiores baixas
• Algorand (ALGO): -9,38%
• Avalanche (AVAX): -8,25%
• Aave (AAVE): -7,10%
*Cotação do dia 07/04/26, às 8h45

Cripto Brasil

Não dá para pagar café com bitcoin

Quando o bitcoin surgiu, lá no fim de 2008, uma das ideias de Satoshi Nakamoto era que a cripto funcionasse como dinheiro digital para pagamentos. Só que isso nunca pegou de verdade. E quem cutucou isso agora foi Paulo Picchetti, diretor de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos do Banco Central. Segundo ele, “até agora não se consegue pagar um café com bitcoin”.

Drex segue vivo na Câmara

No fim do ano passado, o Banco Central colocou o Drex - o real digital - em uma pausa estratégica. O motivo: revisar a tecnologia. A blockchain testada até aqui não resolveu os problemas. Mas isso não significa que o projeto morreu. Na Câmara, as discussões seguem. A Comissão de Desenvolvimento Econômico (CDE) apresentou um parecer com diretrizes para o Drex, caso ele avance no futuro.

Cripto, futebol e pirâmide

Em 2023, uma treta envolvendo jogadores de futebol brasileiros ganhou destaque - e tinha cripto no meio. Por indicação de um deles, vários atletas investiram na Xland, uma empresa que prometia retornos de 5% ao mês. No fim, era pirâmide. O prejuízo chegou a R$ 20 milhões - e virou processo, briga e troca de acusações. Agora, o caso avançou: a Polícia Federal indiciou cinco suspeitos de operar o esquema.

Cripto around the world

Strategy volta às compras (e não foi pouco)

A Strategy, maior tesouraria corporativa de bitcoin, tinha dado uma pausa nas compras na semana passada - e isso já tinha deixado muita gente com a pulga atrás da orelha. Isso porque os movimentos da empresa costumam ser lidos como termômetro do mercado. Mas a pausa durou pouco. A companhia anunciou ontem a compra de mais 4.871 bitcoins. Com isso, passou a deter 766.970 BTC no caixa. É bitcoin para mais de metro.

ETFs de BTC acordaram

Depois de alguns dias de retiradas, os ETFs americanos de bitcoin voltaram a respirar. Na segunda (6), os fundos registraram US$ 471,3 milhões em entradas - o maior volume em seis semanas. O destaque ficou com o IBIT, da gigante BlackRock, que puxou sozinho US$ 181,9 milhões, seguido pelo FBTC, da gestora Fidelity, com US$ 147,3 milhões. Sinal de que os investidores institucionais (que adoram esses produtos) estão animados.

Gráfico do dia

Entradas e saídas nos ETFs americanos de BTC

Fonte: SoSoValue

Frase

Um cessar-fogo completo não restaura a capacidade de transporte pré-guerra da noite para o dia. É suficiente para aliviar os piores temores inflacionários e dar algum fôlego ao BTC no topo da faixa, mas não o bastante para eliminar totalmente o peso macro

Jasper de Maere, estrategista e trader OTC da Wintermute

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Curadoria afiada sobre negócios, economia e investimentos.

Texto: Lucas Gabriel Marins
Design: João Brito

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