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Brasil compra cripto na queda - e desafia o fluxo global

Bom dia, apaixonados por cripto. A queda do bitcoin (BTC) e de boa parte das altcoins na semana passada virou oportunidade de compra por aqui - especialmente em fundos de ativos digitais.

Só na última semana, investidores brasileiros aplicaram R$ 13,65 milhões nesses produtos, segundo dados da gestora CoinShares. No acumulado do mês, o valor já chega a R$ 43 milhões.

Detalhe: esse movimento contrasta com o cenário global. Lá fora, esses fundos registraram saídas de R$ 2,17 bilhões na semana - o primeiro saldo negativo em cinco semanas. 🤔

📈 O que sobe, o que desce

Bitcoin (BTC)

US$ 66.367,75

-1,58%

Ethereum (ETH)

US$ 2.024,55

-1,50%

↑ Maiores altas
• Midnight (NIGHT): +7,60%
• Algorand (ALGO): +5,37%
• Just (JUST): +5,30%
Maiores baixas
• Hyperliquid (HYPE): -5,35%
• Hedera (HBAR): -5,32%
• Sei (SEI): -4,89%
*Cotação do dia 31/03/26, às 8h45

Cripto Brasil

De cripto para o mercado preditivo

O Brasil ganhou mais um nome no já quente mercado de previsões - aquele em que os usuários negociam eventos futuros, de política a economia. A bola da vez é a VoxFi, criada por Fernando Carvalho (fundador da QR Capital, uma holding cripto) e Luis Felipe Carvalho (da NG.CASH). O movimento não acontece no vácuo. Lá fora, plataformas como a Kalshi já miram o investidor brasileiro, enquanto a própria B3 começa a dar sinais de que pode entrar nesse jogo.

Os quatro temas cripto na mira do BC

Quando o assunto é cripto, o Banco Central já tem uma agenda bem definida para os próximos meses. Entre os temas na mesa estão as stablecoins - hoje os ativos mais usados pelos brasileiros); a segregação patrimonial, que trata da separação entre o dinheiro dos clientes e o caixa das plataformas; o cripto as a service, que permite que empresas ofereçam serviços cripto com infraestrutura pronta; e o staking, forma de gerar rendimento com ativos digitais.

Nem só de stablecoin vive o brasileiro

Apesar da dominância das stablecoins e do bitcoin, o ethereum também tem seu espaço no coração do brasileiro - e não é pequeno. Em março, o total negociado em ETH no Brasil chegou a R$ 1 bilhão, com média diária de R$ 33,9 milhões, considerando dez exchanges com operação local. Não é o ativo preferido do investidor local, mas está longe de ser secundário.

Cripto around the world

O prejuízo do bitcoin

A queda recente do bitcoin não pegou leve com os investidores globais. Hoje, quase metade de todo o BTC em circulação vale menos do que foi pago por ele. Na prática, isso significa que cerca de 50% do mercado está “no vermelho” - com perdas no papel, à espera de uma recuperação de preços para voltar ao zero a zero. Esse tipo de indicador costuma aparecer em momentos de estresse.

A ameaça quântica ao bitcoin

Pesquisadores do Google dizem que pode ser mais fácil do que se imaginava usar computadores quânticos para quebrar a segurança do bitcoin e do ethereum. Em vez de máquinas gigantes, seriam necessários equipamentos menores do que o previsto - ainda inexistentes hoje, mas mais próximos da realidade. No pior cenário, esses computadores poderiam até interceptar uma transação de bitcoin em andamento e desviá-la antes da confirmação.

Gráfico do dia

Total negociado em ethereum no Brasil

Fonte: Índice Biscoint

Frase

O ethereum entra no mês com uma performance mais moderada, mas ainda relevante dentro do ecossistema. O ativo segue como peça central da infraestrutura cripto, com expectativa de maior tração em aplicações ligadas à tokenização e finanças descentralizadas

Guilherme Fais, head de finanças da NovaDAX

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Curadoria afiada sobre negócios, economia e investimentos.

Texto: Lucas Gabriel Marins
Design: João Brito

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