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Brasileiro investe mais em cripto do que em ações e CDB

Bom dia, apaixonados por cripto. Sabem quantos brasileiros já investiram em criptomoedas no Brasil? Cerca de 29 milhões, número maior que a torcida do Corinthians.

O dado está na 2ª Pesquisa Nacional das Criptomoedas, realizada pelo Datafolha em parceria com a Paradigma e divulgada nesta terça-feira (18).

E detalhe: os brasileiros colocaram mais dinheiro em criptoativos do que em títulos públicos, CDBs, dólar, ouro e até ações. 😱

Essa classe está famosinha, hein?

📈 O que sobe, o que desce

Bitcoin (BTC)

US$ 64.308,85

+1,10%

Ethereum (ETH)

US$ 1.902,12

-0,09%

↑ Maiores altas
• Polygon (POL): +5,64%
• Morpho (MORPHO): +3,52%
• Aave (AAVE): +2,85%
Maiores baixas
• Worldcoin (WLD): -9,66%
• Filecoin (FIL): -6,45%
• Jito (JITO): -5,74%
*Cotação do dia 18/08/26, às 8h45

Cripto Brasil

Cartão hermano

Com tanto investidor cripto no Brasil, não é de se admirar que empresas de fora queiram entrar no mercado local. A carteira argentina Lemon, por exemplo, desenvolveu um cartão Visa para que os brasileiros paguem em reais, dólares digitais ou BTC. A novidade vai disputar espaço com as dezenas de opções parecidas que já existem por aqui. Em nota, a empresa disse que o Brasil ocupa posição de destaque no cenário latino-americano e lidera a região em volume de ativos digitais recebidos.

Visa: stablecoins não são ameaça

E falando em Visa, vejam essa. Frederico Succi, vice-presidente de Produtos e Inovação da gigante de pagamentos no Brasil, não vê as stablecoins como uma ameaça para a Visa, mas como uma oportunidade. Em evento recente no Rio de Janeiro, ele destacou, por exemplo, que as criptos funcionam 24 horas por dia, 7 dias por semana, e devem ganhar espaço como instrumento de pagamento entre países.

Encontro na gringa

Os xerifes do mercado de capitais do Brasil - o presidente Otto Lobo e o superintendente José Alexandre Vasco, da CVM - se reuniram com a CFTC, a agência dos EUA responsável por regular e supervisionar o mercado americano de derivativos financeiros. Adivinhem qual assunto entrou na pauta? A tokenização, o processo de transformar ativos tradicionais em tokens registrados em uma blockchain.

Cripto around the world

Strategy vende ações e reforça caixa

A Strategy, maior tesouraria cripto do mundo, vendeu US$ 333,7 milhões em ações MSTR entre 10 e 16 de agosto, segundo documento enviado à SEC (a CVM dos EUA). Os recursos foram usados para bancar dividendos e recompras de ações preferenciais, além de elevar a reserva em dólares da empresa para US$ 4,8 bilhões. No período, a companhia não comprou nem vendeu bitcoin e manteve seus 840.447 BTC, adquiridos a um preço médio de US$ 75.385 por moeda.

EUA avançam na regulamentação das stablecoins

O Tesouro dos EUA apresentou uma proposta para definir quem poderá emitir stablecoins e como será aplicada a nova lei que regulamenta o setor no país, a GENIUS Act. O texto ficará aberto a comentários por 60 dias e ainda precisa passar por novas etapas antes de virar regra definitiva. A proposta chega enquanto o governo corre para concluir a regulamentação e a indústria acompanha de perto como as novas regras vão afetar emissores estrangeiros, como a Tether.

Gráfico do dia

Onde o brasileiro já colocou dinheiro?

Fonte: 2ª Pesquisa Nacional das Criptomoedas

Frase

O aumento da sensibilização para as criptomoedas e a expansão da adoção mostram que o mercado brasileiro está amadurecendo

Fabio Plein, diretor regional da Coinbase para as Américas

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Curadoria afiada sobre negócios, economia e investimentos.

Texto: Lucas Gabriel Marins
Design: João Brito

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