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Cripto dólar: brasileiros movimentam R$ 5,7 bi em stablecoins

Bom dia, apaixonados por cripto. O bitcoin (BTC) continua sendo a estrela do mercado - a primeira criptomoeda do mundo, a mais famosa e a queridinha dos investidores institucionais. Mas, no Brasil e no mundo, quem está roubando a cena também são as stablecoins de dólar.

Só nos 21 primeiros dias de 2026, os brasileiros já movimentaram R$ 5,7 bilhões em USDT e USDC - as duas principais criptos atreladas à moeda americana - nas plataformas locais. Para efeito de comparação, o bitcoin somou cerca de R$ 2 bilhões no mesmo período.

Esse apetite pelas chamadas “criptos dólar” não é por acaso. Em um mundo cheio de incertezas e tensões geopolíticas (a Groenlândia que o diga), muita gente corre para dolarizar o patrimônio. E, como fazer isso via cripto é rápido, simples e acessível, as stablecoins acabam virando o caminho natural.

📈 O que sobe, o que desce

Bitcoin (BTC)

US$ 89.887,40

+0,70%

Ethereum (ETH)

US$ 2.992,74

+0,89%

↑ Maiores altas
• Canton (CC): +11,45%
• The Sandbox (SAND): +8,90%
• Sky (SKY): +8,63%
Maiores baixas
• Midnight (NIGHT): -5,15%
• Dash (DASH): -4,15%
• Arbitrum (ARB): -2,06%
*Cotação do dia 22/01/26, às 8h45

Cripto Brasil

Stablecoin com jeito de renda fixa vem aí

E falando em stablecoins… não são só as criptos atreladas ao dólar que estão ganhando espaço no Brasil. Os tokens ligados ao real também estão crescendo. No ano passado, as seis stablecoins brasileiras movimentaram cerca de R$ 20 bilhões - nada mal. E vem novidade pela frente. Uma delas é a cripto BRD, projeto do ex-diretor do Banco Central Tony Volpon. Ela será atrelada ao CDI e voltada principalmente para investidores estrangeiros. A expectativa é que ela chegue ao mercado já em março.

Mercado de capitais tokenizado

Abertura de capital sempre foi coisa de empresa grande, com faturamento parrudo. Mas isso está começando a mudar. A partir de março, entram em vigor novas regras (o chamado Regime Fácil) que vão permitir que pequenas e médias empresas também consigam se listar e captar recursos no mercado. E o mundo cripto/blockchain está super envolvido nisso. Duas empresas do setor, Núclea e BEE4, anunciaram uma parceria justamente para ajudar a expandir o mercado de ativos tokenizados para PMEs no Brasil.

Cripto também aparece no noticiário policial

Nem só de boas notícias vive o mundo cripto. A Polícia Federal (PF) deflagrou ontem uma operação contra uma organização criminosa que usava criptomoedas para lavagem de dinheiro. Segundo os investigadores, o grupo era bem estruturado e movimentou cifras pesadas: cerca de R$ 39 milhões. Ou seja: a tecnologia é nova, mas os velhos crimes continuam tentando pegar carona nela.

Cripto around the world

EUA x China no tabuleiro cripto

A disputa entre Estados Unidos e China também já chegou ao mundo das moedas digitais. Em discurso no Fórum Econômico Mundial de Davos, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que quer transformar o país na “capital cripto do mundo” - e, principalmente, impedir que a China lidere esse mercado. Segundo ele, a assinatura do GENIUS Act, lei voltada às stablecoins, e as novas regras que o Congresso prepara para o setor fazem parte dessa estratégia.

Fantasma quântico assusta o bitcoin

Muita gente culpa o cenário macro e geopolítico pela recente queda do bitcoin. Mas nem todo mundo concorda. Para Nic Carter, pesquisador e cofundador da empresa de venture capital Castle Island Ventures, parte do mau humor do mercado pode vir de outro medo: o avanço da computação quântica, que no futuro poderia ameaçar a segurança do código do BTC. Vale lembrar que, apesar do medo, essa tecnologia ainda está longe de virar realidade comercial.

Gráfico do dia

Volume negociado de stablecoins e bitcoin no Brasil (2026)

Fonte: Índice Biscoint

Frase

O desempenho ‘misterioso’ do bitcoin (devido à computação quântica) é a única notícia que importa este ano. O mercado está falando, os desenvolvedores não estão ouvindo

Nic Carter, pesquisador e cofundador da Castle Island Ventures

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Curadoria afiada sobre negócios, economia e investimentos.

Texto: Lucas Gabriel Marins
Design: João Brito

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