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Criptos para aguentar o tranco em abril
Bom dia, apaixonados por cripto. Março passou sem grandes emoções para o bitcoin (BTC) e as principais altcoins. Teve queda aqui, uma recuperação tímida ali - mas nada daquele rali que faz o coração bater mais rápido.
Mas, convenhamos, com tanto ruído macro e geopolítico, não dava para esperar algo muito diferente, né?
Abril começa com esse mesmo pano de fundo. As incertezas seguem no radar (alô, Fed e conflitos globais), e o recado dos analistas brasileiros é direto: em momentos assim, vale ficar mais perto do básico bem feito.
A sugestão deles é manter as chamadas cripto “blue chips” - aquelas mais consolidadas, com histórico, liquidez e alguma resiliência para aguentar o tranco.
Mas não só isso. Temas como stablecoins e tokenização seguem ganhando força, o que também coloca no jogo o “cripto dólar” (queridinho nacional) e alguns nomes do universo das finanças descentralizadas (DeFi).
📈 O que sobe, o que desce
Bitcoin (BTC)
US$ 66.367,89
-3,30%
Ethereum (ETH)
US$ 2.031,36
-4,34%
↑ Maiores altas
• Midnight (NIGHT): +5,45%
• MemeCore (M): +3,82%
• Tron (TRX): +0,70%
↓ Maiores baixas
• Etena (ETA): -10,92%
• Morpho (MORPHO): -8,68%
• Dash (DASH): -8,19%
*Cotação do dia 02/04/26, às 8h45
Cripto Brasil
• B3 entra no jogo preditivo
A B3 deu seu primeiro passo no mercado preditivo (de apostas). A bolsa passou a oferecer contratos de eventos ligados ao futuro do bitcoin e ao bitcoin à vista, além de outros ativos. O que é isso? Na prática, são instrumentos que permitem ao investidor negociar a probabilidade de um determinado evento acontecer, por meio do preço do contrato - que varia de R$ 0 a R$ 100.
• Movimentação no mercado cripto brasileiro
Rolou uma movimentação no universo cripto brasileiro. A Crow, emissora da stablecoin BRLV, contratou o executivo Henrique Pocai (ex-Mercado Bitcoin) para liderar a área comercial e dar um gás na expansão da moeda. A BRLV é hoje a maior cripto pareada ao real na proporção de 1:1, lastreada em títulos públicos. O fornecimento em circulação está na casa dos 222,37 milhões.
• O nó da regulação cripto
Regulação já é um tema espinhoso. Quando entra cripto na conversa, fica ainda mais. Em um debate online realizado ontem (1°) com associações e players do setor, a mensagem foi direta: o maior desafio agora não é cumprir os prazos das novas diretrizes do Banco Central (BC), mas entender, de fato, o que precisa ser feito - e como exatamente fazer isso na prática.
Cripto around the world
• Ataque drena US$ 280 mi de plataforma cripto
Vez ou outra rola um hack no mercado cripto. Dessa vez, um ataque drenou cerca de US$ 280 milhões da Drift, plataforma de trading construída na rede Solana (SOL). Foi um dos maiores exploits (quando alguém explora uma falha do projeto) já vistos no DeFi. A empresa pausou as operações e afirma que está trabalhando com exchanges, bridges (protocolos que conectam redes) e autoridades para rastrear e tentar congelar os valores.
• Gigante de Wall Street avança em cripto
Tem gestora gigante entrando de vez no mercado cripto. A Franklin Templeton, que administra US$ 1,7 trilhão, lançou uma divisão dedicada ao setor, a Franklin Crypto. A nova unidade mira investidores institucionais (os cheios de grana) e nasce para consolidar estratégias líquidas, apostando em gestão ativa de moedas digitais. Vale notar: a casa já tem cerca de US$ 1,8 bilhão sob gestão em cripto.
Gráfico do dia
Total negociado em cripto dólar USDT no Brasil

Índice Biscoint
Frase
Em abril, o bitcoin tende a funcionar como ‘porto seguro’ dentro do universo cripto, sendo o ativo que absorve movimentos de aversão a risco e serve como ponto de equilíbrio em períodos de maior volatilidade”
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O Essencial
Curadoria afiada sobre negócios, economia e investimentos.
Texto: Lucas Gabriel Marins
Design: João Brito





