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Dá para investir em ouro via cripto? Dá, sim
Bom dia, apaixonados por cripto. Enquanto o bitcoin (BTC) anda meio mancando por aí, o ouro segue desfilando no tapete vermelho. Ontem, o metal bateu em US$ 5.100 - o maior preço da história - com investidores correndo para se proteger em meio ao festival de incertezas globais.
Mas vocês sabiam que dá para investir nesse metal brilhante usando… criptomoedas? Pois é. Existem stablecoins atreladas ao preço do ouro. Cada token pode representar uma onça-troy - a unidade padrão do metal, equivalente a cerca de 31 gramas - ou até uma fração disso.
As mais conhecidas são a Tether Gold (XAUt), a Pax Gold (PAXG) e a Kinesis Gold (KAU), mas tem mais um punhado por aí. Juntas, essas “criptos douradas” já somam cerca de US$ 5,3 bilhões em valor de mercado.
A vantagem dessas criptos é óbvia: dá para comprar ouro direto em exchanges, de forma simples e rápida. A desvantagem também: o investidor não é dono do ouro físico, mas sim de um token emitido por uma empresa privada. Se a emissora quebrar… bem, aí o token pode ir junto para o buraco.
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📈 O que sobe, o que desce
Bitcoin (BTC)
US$ 87.749,30
-0,10%
Ethereum (ETH)
US$ 2.903,44
+0,45%
↑ Maiores altas
• Pump.fun (PUMP): +25,25%
• Hyperliquid (HYPE): +23,25%
• Zcash (ZEC): +8,49%
↓ Maiores baixas
• River (RIVER): -35,35%
• Render (RENDER): -5,30%
• Sky (SKY): -4,68%
*Cotação do dia 27/01/26, às 8h45
Cripto Brasil
• Fundos cripto têm nova onda de resgates
O desempenho fraco do bitcoin voltou a respingar nos fundos brasileiros de criptomoedas. Na semana passada, eles registraram US$ 1,7 milhão em saídas, segundo dados da CoinShares. No acumulado do mês, o total de resgates já chega a US$ 3,3 milhões. E não é só por aqui que o clima azedou. Globalmente, os produtos de investimento em ativos digitais tiveram US$ 1,73 bilhão em retiradas - o maior volume desde meados de novembro de 2025.
• Tokenização imobiliária avança, mas trava na lei
A tokenização imobiliária - o processo de transformar imóveis (ou frações deles) em tokens na blockchain - está ganhando espaço no Brasil. A ideia é simples: fracionar o investimento, facilitar o acesso, aumentar a liquidez e melhorar a eficiência do mercado. Na prática, porém, o avanço ainda esbarra na legislação. Há um projeto de lei sobre o tema, o PL 4.438/2025, em tramitação no Senado. O texto, porém, ainda está sendo analisado por uma comissão temporária.
Cripto around the world
• Bitcoin que paga “renda”
A BlackRock, maior gestora do mundo, entrou com um pedido na Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC, na sigla em inglês) para lançar um ETF que promete pagar renda usando bitcoin. A ideia do fundo é simples: ele vai ter exposição ao BTC (direta ou via o IBIT, o ETF da própria casa) e, ao mesmo tempo, vender opções - contratos financeiros que dão o direito de comprar ou vender um ativo no futuro. Com isso, o fundo recebe um “aluguel” em forma de prêmio.
• O inverno bate no bitcoin
O inverno está rigoroso nos EUA, com megatempestades de gelo e temperaturas na casa dos -30 °C. Diante desse cenário, muitos mineradores de BTC do país reduziram suas operações para aliviar a pressão sobre a rede elétrica - afinal, nesses momentos, o consumo de energia dispara por causa do aquecimento das casas. O efeito colateral é que a “força” da rede do bitcoin cai temporariamente - mas o sistema é feito para se ajustar a esse tipo de situação.
• Bitcoin na previdência colombiana
Enquanto os fundos de pensão no Brasil seguem proibidos de investir em cripto - algo compreensível, já que esses ativos são bem voláteis -, na Colômbia o 2º maior fundo do país resolveu dar um passo nessa direção. Ele anunciou que vai lançar um produto financeiro com exposição ao BTC. A ideia é oferecer uma alternativa para o longo prazo, respeitando o perfil de risco de cada investidor. Ou seja: não é uma aposta de curto prazo, mas uma tentativa de colocar o BTC, aos poucos, no cardápio da previdência.
Gráfico do dia
A subida da stablecoin de ouro XAUt

Fonte: CoinMarketCap
Frase
As criptomoedas seguem como uma classe de ativos sensível ao risco e continuam ficando atrás dos metais e das moedas mais fortes do mundo”
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O Essencial
Curadoria afiada sobre negócios, economia e investimentos.
Texto: Lucas Gabriel Marins
Design: João Brito






