
Oferecido por
Ele roubou R$ 62 bi em bitcoin
Bom dia, apaixonados por cripto. Quando se fala em golpes com ativos digitais, os números costumam ser grandes. Mas às vezes eles passam de qualquer escala razoável.
Veja o caso desta semana: Chen Zhi, apontado como líder de um dos maiores conglomerados de golpes da Ásia, foi preso no Camboja e será extraditado para a China, onde é acusado de fraude.
Segundo as autoridades, ele e seu grupo desviaram 127.271 bitcoins - algo em torno de US$ 11 bilhões na cotação atual, ou R$ 62 bilhões. Para colocar isso em perspectiva: é mais do que o valor de mercado de empresas brasileiras como Tim e CPFL.
Essa grana toda em cripto foi confiscada no ano passado pelos EUA, onde Zhi também foi sancionado e onde está boa parte das vítimas. O episódio virou um bafafá jurídico e financeiro, porque não falta gente interessada em saber quem vai ficar com essa dinheirama.
A história serve como um lembrete meio incômodo: apesar de o mercado cripto estar cada vez mais profissional e mais vigiado, golpe ainda é uma indústria bilionária - e continua encontrando vítimas.
Leia mais!
📈 O que sobe, o que desce
Bitcoin (BTC)
US$ 90.180,70
-2,23%
Ethereum (ETH)
US$ 3.117,90
-3,26%
↑ Maiores altas
• Chiliz (CHZ): +3,29%
• Lighter (LIT): +2,87%
• World Liberty Financial (WLFI): +2,66%
↓ Maiores baixas
• Zcash (ZEC): -20,48%
• Pump.fun (PUMP): -16,36%
• Render (RENDER): -12,67%
*Cotação do dia 08/01/26, às 8h45
Cripto Brasil
• Ceará quer minerar cripto
O belo Ceará quer entrar de vez no mapa da mineração de criptomoedas. A ideia da Empresa de Tecnologia da Informação do estado (Etice) é atrair mineradores oferecendo a infraestrutura necessária para a atividade - que, convenhamos, consome uma energia danada. O plano é disponibilizar 6 mil quilômetros do Cinturão Digital, a maior rede pública de banda larga do Brasil, segundo o próprio estado, para data centers.
• Nova bolsa no Brasil - sem cripto
A B3 deve ganhar uma concorrente no Brasil. A Base Exchange, controlada pelo fundo soberano Mubadala, tem lançamento previsto por aqui para 2027. Mas já chega com uma decisão clara: nada de criptos. O CEO da empresa, Claudio Pracownik, afirmou que os ativos digitais têm fundamentos econômicos e perfis de risco muito diferentes e que, no fim das contas, disputam espaço com ações na alocação de capital.
• Primo Rico investe R$ 1 milhão em BTC
Tem gente que não brinca quando resolve investir em cripto. Nesta semana, Thiago Nigro, o Primo Rico, revelou que adquiriu quase R$ 1 milhão em bitcoin no fim do ano passado, pouco antes do Natal. Não foi comprando a moeda direto: ele optou por um ETF de cripto. E a justificativa é reveladora do clima atual: Nigro disse que decidiu aumentar a exposição a ativos digitais porque teme uma crise econômica em 2026.
Cripto around the world
• Banco cripto ligado a Trump
A World Liberty Financial, empresa cripto ligada à família do presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que uma entidade associada ao grupo entrou com pedido de licença para virar uma trust company nos Estados Unidos. Caso seja aprovada, a nova empresa vai operar como uma espécie de “banco cripto” em nível nacional, podendo oferecer serviços de custódia, liquidação financeira e conversão de stablecoins, entre outros.
• Saída nos ETFs de XRP
Depois de 36 dias seguidos de entradas, os ETFs de XRP nos EUA registraram o primeiro dia de saída líquida. Na quarta-feira (7), os cinco produtos negociados no país tiveram US$ 40,8 milhões em resgates. Para analistas, o movimento parece mais realização de lucro depois da disparada recente da moeda, que saltou de US$ 1,8 para US$ 2,4 em apenas uma semana.
Gráfico do dia
Fluxo nos ETFs de XRP em 2026

Fonte: SoSoValue.
Frase
A comunidade do bitcoin é muito maluca, em um bom sentido. Eles são muito defensores do que o bitcoin representa. A gente tem dinheiro sendo impresso o tempo todo, vai ter crise vindo aí, vai ter loucura”
Nossas newsletters
O Essencial
Curadoria afiada sobre negócios, economia e investimentos.
Texto: Lucas Gabriel Marins
Design: João Brito






