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Ethereum vs. Ethereum Classic 🥊
Bom dia, apaixonados por cripto. No mercado de criptomoedas, quando os participantes de uma blockchain não concordam sobre algo, pode rolar uma divisão do projeto. Isso é chamado de fork (ou bifurcação, no jargão das moedas digitais).
Foi isso o que aconteceu com o Ethereum (ETH) e o Ethereum Classic (ETC). Eles se dividiram em julho de 2016, depois que um grande hack em um projeto construído sobre a rede deixou um prejuízo danado para os investidores. Parte da comunidade queria consertar a situação; outra, não. Como não houve acordo, resolveram seguir caminhos diferentes. Paciência.
Ao longo desses 10 anos, eles mantiveram algumas coisas em comum - afinal, nasceram da mesma blockchain. Mas cada um seguiu seu próprio caminho e enfrentou suas próprias batalhas. E isso, claro, faz diferença na hora de escolher entre uma e outra.
📈 O que sobe, o que desce
Bitcoin (BTC)
US$ 62.931,45
-1,71%
Ethereum (ETH)
US$ 1.883,76
-2,63%
↑ Maiores altas
• Cronos (CRO): +8,53%
• Arbitrum (ARB): +4,45%
• XDC Network (XDC): +2,87%
↓ Maiores baixas
• Lighter (LIT): -8,98%
• Hyperliquid (HYPE): -8,19%
• Stable (STABLE): -7,52%
*Cotação do dia 17/07/26, às 8h45
Cripto Brasil
• ETFs cripto brazucas perdem R$ 4,1 bi
O negócio não está nada bom para os ETFs brasileiros de criptomoedas. Desde outubro do ano passado, quando o bitcoin bateu sua máxima histórica em dólares, na casa dos US$ 126 mil, esses produtos perderam R$ 4,1 bilhões em patrimônio líquido. O movimento, claro, foi influenciado em parte pela queda da maior cripto do mundo no período, pressionada por juros altos, guerras e pela turbulência no setor de tecnologia.
• Volume bilionário em bitcoin no Brasil
Depois da queda de 20% em junho, o bitcoin vem tendo um julho mais tranquilo. Até agora, a maior criptomoeda do mundo acumula alta de cerca de 7% nos primeiros 16 dias do mês. Com essa calmaria - que ganhou um empurrão extra da inflação mais fraca nos EUA -, os brasileiros já negociaram cerca de R$ 1 bilhão em bitcoin nas principais exchanges do país.
• Polymarket volta ao radar
Lembram que em março o Conselho Monetário Nacional (CMN), órgão responsável pelas diretrizes da política monetária, proibiu a Polymarket - mercado preditivo baseado em blockchain - e outras plataformas semelhantes ligadas a apostas esportivas? Pois então. Um deputado apresentou na Câmara um requerimento de informações sobre esses protocolos. Ele quer saber se há processos, investigações e por aí vai.
Cripto around the world
• Clarity Act avança nos EUA
A expectativa em Washington é de que o Clarity Act, projeto que pode criar as primeiras regras federais abrangentes para o mercado cripto nos EUA, finalmente saia do papel nos próximos meses. Parlamentares dos dois partidos afirmam que há apoio político, embora ainda existam divergências sobre alguns pontos. O principal entrave envolve regras de ética para evitar que presidentes, congressistas e outros integrantes do governo lucrem com criptos enquanto ocupam cargos públicos.
• Dinheirão de Wall Street
Olha essa. A Citadel Securities, uma das maiores formadoras de mercado do mundo e peça importante da engrenagem de Wall Street, fez uma aposta de peso no setor cripto. A empresa investiu US$ 400 milhões na Crypto.com, em uma rodada que avaliou a exchange em US$ 20 bilhões e marcou sua primeira captação institucional desde a fundação, há quase dez anos. O dinheiro será usado para acelerar a expansão da companhia em áreas como ativos tokenizados, derivativos e mercados preditivos.
Gráfico do dia
Ethereum Classic (ETC): uma queda de 65% em 2026

Fonte: CoinGecko
Frase
O ETC não é um ‘ETH mais barato’ nem um ‘ETH mais seguro’, é uma aposta diferente.”
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O Essencial
Curadoria afiada sobre negócios, economia e investimentos.
Texto: Lucas Gabriel Marins
Design: João Brito





