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Exchange vai devolver R$ 11 bilhões a investidores
Bom dia, apaixonados por cripto. Se vocês já estavam no mercado em 2022, provavelmente lembram do colapso da FTX - um dos episódios mais traumáticos da história recente das criptomoedas.
A exchange, que chegou a figurar entre as maiores do mundo, quebrou de forma repentina e deixou um rombo de US$ 11 bilhões (R$ 57 bilhões) para investidores - incluindo brasileiros.
Agora, mais um capítulo dessa história começa a ser resolvido. A massa falida da corretora vai pagar, no dia 31 deste mês, cerca de US$ 2,2 bilhões (R$ 11 bilhões) a clientes prejudicados.
Esse será o quarto repasse desde a aprovação do plano de recuperação, no fim de 2024. Até aqui, cerca de US$ 6 bilhões (R$ 31 bilhões) já voltaram para as mãos dos credores.
A dívida ainda é alta - mas pelo menos está sendo paga.
📈 O que sobe, o que desce
Bitcoin (BTC)
US$ 70.118,19
-5,01%
Ethereum (ETH)
US$ 2.170,51
-5,92%
↑ Maiores altas
• River (RIVER): +10,77%
• Quant (QNT): +6,86%
• Kaspa (KAS): +4,07%
↓ Maiores baixas
• Worldcoin (WLD): -12,76%
• Zcash (ZEC): -12,68%
• Bittensor (TAO): -11,21%
*Cotação do dia 19/03/26, às 8h45
Cripto Brasil
• Regulação cripto volta ao centro do debate
No Merge, evento cripto que acontece em São Paulo, a regulação de stablecoins voltou ao centro das discussões. Um representante do Banco Central afirmou que um dos maiores desafios é a pressão externa e a necessidade de coordenação entre diferentes grupos e interesses. Do outro lado, players do setor criticaram as regras do órgão, apontando falta de proporcionalidade.
• A rede para a tokenização no Brasil
A tokenização - transformação de ativos tradicionais em tokens na blockchain - ainda tem muito espaço para crescer no Brasil. Para players do mercado, essa expansão deve ganhar tração principalmente na Rede Open Capital Markets, estrutura lançada pela Anbima no início do ano. Ela tem corretoras, bancos e outras instituições financeiras, e permite emissão e gestão de ativos digitais nativos.
• Cripto e crime: “é sentar e chorar”
As blockchains deixaram as transferências de dinheiro mais rápidas e baratas - o que é ótimo para os usuários. Mas os criminosos também aproveitaram essa evolução. Hoje em dia, ainda é um grande desafio rastrear recursos ilícitos nessas redes. E, por causa dessa dificuldade, muitas vezes a sensação é de “sentar e chorar”, disse um membro do Ministério da Justiça.
Cripto around the world
• EUA avançam com ações tokenizadas
A Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC, na sigla em inglês) aprovou uma proposta da Nasdaq para permitir a negociação de alguns títulos em formato tokenizado. Na prática, os investidores vão poder escolher liquidar operações como tokens, em vez do modelo tradicional. Os produtos tokenizados vão ser negociados lado a lado com as ações tradicionais, compartilhando o mesmo livro de ofertas e preço.
• Exchange pisa no freio do IPO
A exchange cripto Kraken, sediada nos EUA, decidiu segurar seus planos de abertura de capital. Motivo? O mercado não está nada favorável. A queda recente do mercado cripto esfriou valuations (quanto as empresas valem, na visão do mercado) e o apetite dos investidores. Apesar da pisada no freio, a companhia não abandonou a ideia de listar ações. Inclusive já havia protocolado documentos de forma confidencial na SEC.
Gráfico do dia
O que mais se tokeniza no mundo

Fonte: RWA.xyz
Frase
A regulação de stablecoins e como fazer liquidações em ambiente digital são o maior desafio, pois temos pressão externa e é difícil coordenar com todos os stakeholders”
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O Essencial
Curadoria afiada sobre negócios, economia e investimentos.
Texto: Lucas Gabriel Marins
Design: João Brito





