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Falha no bitcoin?
Bom dia, apaixonados por cripto. O mercado tomou um leve susto ontem. Desenvolvedores do bitcoin (BTC) divulgaram a existência de um bug em duas versões recentes do principal software da rede - o Bitcoin Core 30.0 e o 30.1 -, lançadas em outubro do ano passado.
Em “raras circunstâncias”, segundo eles, o problema poderia apagar o conteúdo de carteiras antigas durante a migração - ou seja, fazer o investidor perder suas criptomoedas.
Mas calma: não é o fim do mundo. Primeiro, porque os desenvolvedores já removeram o download das versões afetadas e prometeram uma correção. Segundo, porque nem de longe todo mundo usa essas versões - que, aliás, já vinham sendo pouco adotadas desde o lançamento.
Ainda assim, é o tipo de bug que serve de lembrete: mesmo o sistema cripto mais testado do mundo não é imune a tropeços. A gente fica de olho.
📈 O que sobe, o que desce
Bitcoin (BTC)
US$ 92.072,56
-1,72%
Ethereum (ETH)
US$ 3.224,29
-0,35%
↑ Maiores altas
• Hyperliquid (HYPE): +1,48%
• Polygon (MATIC): +1,40%
• Tron (TRX): +1,11%
↓ Maiores baixas
• Mantle (MNT): -6,40%
• Dash (DASH): -5,45%
• Lighter (LIT): -5,19%
*Cotação do dia 07/01/26, às 8h45
Cripto Brasil
• Mais uma stablecoin brazuca na praça
Tem mais uma stablecoin brasileira chegando no pedaço. O ex-diretor do Banco Central Tony Volpon anunciou que vai lançar o BRD, uma cripto lastreada em títulos públicos do Tesouro Nacional. Hoje, o Brasil já tem pelo menos seis stablecoins - BRZ, BRLA, cREAL, BBRL, BRL1 e BRLV - e a própria B3 revelou, no fim do ano passado, que também está desenvolvendo um token. O mercado cripto definitivamente não para.
• Fundos cripto brasileiros ficam no vermelho
Os fundos brasileiros de criptomoedas terminaram 2025 com mais saídas do que entradas. No total, os produtos registraram um fluxo negativo de US$ 1 milhão, bem diferente dos US$ 234 milhões que entraram em 2024. O Brasil ficou na contramão do resto do mundo: globalmente, os fundos cripto tiveram influxos de US$ 47,2 bilhões no ano passado, pouco abaixo dos US$ 48,7 bilhões de 2024.
• Blockchain no dia a dia dos bancos locais
As instituições brasileiras estão, aos poucos, colocando a blockchain para trabalhar. Nesta semana, a tokenizadora Liqi informou que o Banco ABC Brasil passou a usar seu protocolo de tokenização para organizar, registrar e acompanhar carteiras de crédito pulverizadas - aquelas com milhares (ou milhões) de contratos, como CCBs, crédito consignado e recebíveis de INSS e FGTS. É mais um sinal de que a tecnologia começa a sair do discurso e entrar na operação.
Cripto around the world
• Morgan Stanley quer ETF cripto
O Morgan Stanley pediu à SEC (a CVM dos EUA) autorização para lançar um ETF de bitcoin à vista e um produto ligado à solana (SOL), mostrando que a velha guarda de Wall Street segue cada vez mais confortável com o mundo cripto. O pedido vem num momento em que esses produtos estão em alta: os ETFs de bitcoin nos EUA já somam US$ 123 bilhões sob gestão e seguem recebendo dinheiro novo, enquanto os fundos ligados à solana também já passaram da marca de US$ 1 bilhão.
• Dólar digital regulado ganha espaço
A stablecoin USDC, emitida pela empresa americana Circle, voltou a crescer mais rápido que a rival USDT, da Tether, em 2025, surfando a onda de maior demanda por “dólares digitais” regulados. No ano passado, o valor de mercado da USDC saltou 73%, para mais de US$ 75 bilhões, enquanto a USDT cresceu 36%, para US$ 186,6 bilhões. Vale lembrar que a Circle tem capital aberto e possui várias licenças nos Estados Unidos, enquanto a Tether não tem, sendo licenciada apenas em El Salvador.
Gráfico do dia
O avanço do valor de mercado da USDC

Fonte: CoinMarketCap.
Frase
A gestão transparente das reservas do USDC e as auditorias regulares fazem com que ele seja considerado mais confiável entre investidores institucionais e outras entidades reguladas”
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O Essencial
Curadoria afiada sobre negócios, economia e investimentos.
Texto: Lucas Gabriel Marins
Design: João Brito






