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Hoje é dia de decisão - e o bitcoin já mandou o recado

Bom dia, apaixonados por cripto. A atenção do mercado está voltada para o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), que anuncia hoje a nova taxa básica de juros do país – um evento que historicamente costuma gerar volatilidade para criptomoedas, ações e ativos de risco.

A lógica é conhecida: se os juros caem, os rendimentos de títulos seguros, como as Treasuries (papéis do tesouro americano), diminuem. Esse movimento costuma incentivar uma migração de capital para ativos com maior potencial de retorno, como o bitcoin.

E o cenário está favorável: quase 90% do mercado aposta em corte de juros. O BTC até antecipou o movimento, registrando alta nesta manhã. Historicamente, a cripto tende a reagir bem a tesouradas, mas vale o aviso: outros fatores também entram em jogo.

📈 O que sobe, o que desce

Bitcoin (BTC)

US$ 92.342,44

+2,23%

Ethereum (ETH)

US$ 3.317,90

+6,72%

↑ Maiores altas
• Cardano (ADA): +8,28%
• Ethereum (ETH): +6,72%
• Monero (XRM): +6,57%
Maiores baixas
• Quant (QNT): -1,55%
• Bittensor (TAO): -1,40%
• Bitcoin Cash (CASH): -0,83%
*Cotação do dia 10/12/25, às 8h45.

Cripto Brasil

Por que o caso do banco Master afeta cripto

Os fundos de pensão brasileiros estão proibidos de investir em criptomoedas. A regra foi definida em março, com a possibilidade de reavaliação no futuro. Só que o colapso do Banco Master - que deixou um rombo de R$ 12 bilhões - pode atrapalhar o avanço nessa discussão. O episódio reacendeu preocupações sobre governança e risco nas carteiras dessas entidades, que têm um patrimônio de R$ 3,11 trilhões, o equivalente a 25% do nosso PIB.

Cripto dólar em alta no Brasil

O brasileiro nunca escondeu sua afinidade pelas stablecoins atreladas ao dólar - e elas continuam no topo das preferências, especialmente enquanto seguem isentas de IOF (algo que deve mudar com a nova regulação cripto). Em novembro, as negociações de USDT e USDC somaram mais de R$ 10 bilhões nas exchanges locais. Uma prova de que, por aqui, o “cripto dólar” continua em alta.

Tokenização no Brasil a todo vapor

A tokenização segue em ritmo forte no país. A Rayls - blockchain da fintech brasileira Parfin - fechou parceria com a AmFi, plataforma que distribui ativos tokenizados. O objetivo é ambicioso: levar mais de R$ 5 bilhões em ativos para dentro da Rayls até 2027. No Brasil, o setor já tokenizou de tudo um pouco: duplicatas, notas comerciais, debêntures e outros instrumentos de crédito. A fila só cresce.

Cripto around the world

JPMorgan estuda lançar stablecoin

O JPMorgan prepara o lançamento de sua própria stablecoin. A proposta é que o ativo funcione como meio de pagamento e ainda ofereça remuneração para quem mantê-lo em carteira. O movimento acompanha outra iniciativa recente do banco: aceitar bitcoin e ethereum como garantia em operações para clientes institucionais. Aos poucos, a criptoeconomia vai entrando no centro das operações do maior banco dos EUA.

Cripto como garantia de operações com derivativos

A Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC), que é uma agência reguladora independente do governo dos EUA, deve autorizar o uso de bitcoin, ether e USDC como garantia em negociações de derivativos. Um derivativo é um contrato com valor baseado em outro ativo - como, dólar, ações, commodities e agora cripto. A decisão aproxima ainda mais os mercados de ativos digitais da infraestrutura financeira dos EUA.

Gráfico do dia

Expectativa de queda de juros nos EUA

Fonte: FedWatch

Frase

A tokenização e a tecnologia blockchain já são uma realidade há bastante tempo, e elas têm se tornado cada vez mais eficientes porque as pessoas estão encontrando maneiras de fazer transações mais rápidas, mais baratas

Jamie Dimon, CEO do JPMorgan

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Curadoria afiada sobre negócios, economia e investimentos.

Texto: Lucas Gabriel Marins
Design: João Brito

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