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Meio trilhão em cripto no Brasil
Bom dia, apaixonados por cripto. Meio trilhão de reais. Esse é o total em criptomoedas declaradas pelos brasileiros em 2025, segundo dados publicados pela Receita Federal na semana passada.
Para colocar em perspectiva, isso é o equivalente à soma do valor de mercado da mineradora Vale e da empresa Axia Energia (antiga Eletrobras).
E adivinha quem foi o destaque? O USDT, uma stablecoin atrelada à moeda americana. Sozinho, ele respondeu por 64,7% do total. O bitcoin (BTC), segundo colocado, aparece em seguida, com quase 10%.
Ou seja: na terra do real, quem manda é uma cripto de dólar.
📈 O que sobe, o que desce
Bitcoin (BTC)
US$ 75.409,99
+0,49%
Ethereum (ETH)
US$ 2.318,48
+0,42%
↑ Maiores altas
• EdgeX (EDGE): +11,57%
• Chiliz (CHZ): +9,56%
• Canton (CC): +3,12%
↓ Maiores baixas
• Hyperliquid (HYPE): -4,52%
• Mantle (MNT): -4,19%
• Zcash (ZEC): -4,20%
*Cotação do dia 20/04/26, às 8h45
Cripto Brasil
• Blockchain pública
O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), uma instituição que financia projetos de governos, está tocando um programa com bancos centrais da América Latina, incluindo o Brasil. A ideia é criar uma blockchain pública regional para viabilizar pagamentos entre países, com moedas tokenizadas emitidas pelas próprias nações. A iniciativa ganhou o nome de CBWeb3.
• Cripto para pagar tributos
Cripto também chegou aos municípios. Em São José dos Pinhais (PR), a prefeita apresentou um projeto de lei que cria o Programa Bitcoin Cidadão e o Selo Cidade Amiga do Bitcoin. A proposta prevê credenciar empresas intermediadoras para permitir o pagamento de débitos tributários e não tributários com criptomoedas. Ainda está no começo - mas mostra como o tema começa a entrar, de fato, na agenda pública.
• Renda fixa (versão tokenizada)
A renda fixa digital segue ganhando espaço no Brasil. Por meio de tokens, investidores já conseguem acessar ativos como CRIs, notas comerciais e outros títulos, algumas vezes com retornos mais elevados. Mas tem um porém: o risco também sobe. Um dos principais pontos é a falta de mercado secundário estruturado. Traduzindo: entrou, pode ter que ficar até o vencimento.
Cripto around the world
• Quase US$ 1 bi nos ETFs
O mar está para peixe - ou melhor, para cripto - nos ETFs de bitcoin dos EUA. Os 13 fundos somaram US$ 996,3 milhões em entradas na última semana, o maior fluxo desde meados de janeiro. Quem puxou a fila foi o famosinho IBIT, da gestora gigante BlackRock, que sozinho respondeu por US$ 906 milhões. O MSBT, do Morgan Stanley, que estreou esses dias, atraiu US$ 71 milhões.
• O maior ataque hacker do ano
Rolou mais um ataque virtual no mercado de finanças descentralizadas (DeFi) - aquele formado por plataformas que oferecem serviços financeiros. Um criminoso explorou uma falha em uma ponte (protocolo que conecta uma blockchain à outra) da Kelp DAO e levou cerca de US$ 292 milhões. Foi o maior hack do segmento neste ano. E, claro, já tem muita gente dizendo - de novo - que o DeFi morreu.
Gráfico do dia
Criptos declaradas no Brasil

Fonte: Receita Federal
Frase
As stablecoins já cruzaram a barreira do ‘mundo cripto’. Tem um monte de gente e empresa que nunca se interessou por bitcoin ou por ativos tokenizados, mas encontrou nas stablecoins um caso de uso útil para o dia a dia”
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Curadoria afiada sobre negócios, economia e investimentos.
Texto: Lucas Gabriel Marins
Design: João Brito





