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O crescimento absurdo das stablecoins
Bom dia, apaixonados por cripto.
Faz algum tempo que as stablecoins viraram as estrelas do mercado. Isso porque são mais estáveis e podem ser usadas para pagamentos e até em viagens internacionais. E aqui no Brasil, vale lembrar, elas são livres de IOF (por enquanto).
Agora, olha isso. A expectativa é que o uso dessas criptos, segundo um estudo da empresa Chainalysis, chegue a US$ 1,5 quadrilhão em 2035. O valor equivale a cerca de 13 vezes o PIB de todo o planeta hoje. Difícil até de imaginar.
São dois principais pontos que podem servir de combustível para esse crescimento danado.
O primeiro é a transferência de renda das gerações mais velhas para as mais novas - boa parte já bem mais próxima do mundo cripto. O segundo é que as stablecoins estão cada vez mais se infiltrando no mercado de pagamentos. Quando isso vira padrão, usar cripto deixa de ser escolha - vira só pagar.
Visa e Mastercard que se cuidem - isso se não abraçarem de vez a tese.
📈 O que sobe, o que desce
Bitcoin (BTC)
US$ 71.367,86
-0,20%
Ethereum (ETH)
US$ 2.191,95
-2,36%
↑ Maiores altas
• DeXe (DEXE): +6,63%
• Just (JUST): +3,68%
• Canton (CC): +2,61%
↓ Maiores baixas
• Algorand (ALGO): -8,96%
• Polygon (MATIC): -5,90%
• Aave (AAVE): -5,76%
*Cotação do dia 09/04/26, às 8h45
Cripto Brasil
• Tokenização e o desafio da regulação
Assim como as stablecoins, a tokenização está super em alta no Brasil e no mundo. Por aqui, parte do mercado já vê o movimento ganhando escala. O problema? A regulação ainda corre atrás, segundo players do setor. Hoje, o setor precisa se encaixar em regras antigas, que não foram feitas para esse tipo de tecnologia. Funciona, mas com limitações - e bastante incerteza no caminho.
• Tem dinheiro de golpe? Então esquece a licença
Tem um ponto que sempre acendeu alerta no Banco Central: a presença de recursos ligados a golpes em exchanges. Funciona assim: o criminoso aplica o golpe, pega o dinheiro e manda para a corretora - que, em alguns casos, não verifica a origem. Pois isso agora pesa (e muito). A presença desse dinheiro “sujo” pode levar à negativa de autorização para operar. A regra faz parte do pacote de regulação aprovado no ano passado.
• CVM mantém alerta contra exchange cripto
E já que o assunto é regulação: a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) manteve o alerta de atuação irregular contra a exchange OnilX. Segundo a autarquia, a empresa não tem autorização para intermediar valores mobiliários. Aqui vale uma explicação: cripto, por si só, não é valor mobiliário. Mas pode virar, se tiver características desse tipo de ativo - como contratos de investimento coletivo ofertados ao público. Aí, nesse caso, precisa de autorização.
Cripto around the world
• ETF de bitcoin de um gigante
Quando o assunto é ETF de bitcoin, o IBIT, da gestora BlackRock, reina absoluto. Sozinho, concentra US$ 56 bilhões - cerca de 3,9% de todo o valor de mercado da criptomoeda. Mas agora surgiu um concorrente de peso. O Morgan Stanley entrou no jogo e passou a oferecer, na quarta (8), o MSBT. A estreia foi forte: o fundo captou quase US$ 34 milhões já no primeiro dia.
• Milei e o escândalo cripto
No ano passado, o presidente da Argentina, Javier Milei, promoveu uma cripto chamada Libra. Era furada. O projeto desmoronou logo após o lançamento - e deixou uma leva de investidores no prejuízo. Desde então, o político tenta se descolar do caso. Mas a história ganhou um novo capítulo. Uma investigação criminal revelou que Milei fez ao menos sete ligações para um empresário ligado ao token.
Gráfico do dia
Valor de mercado das maiores stablecoins do mundo

Fonte: CoinMarketCap
Frase
A transferência de riqueza já começou, e a adoção no varejo está avançando. Juntas, essas forças indicam um novo padrão financeiro em que os trilhos de stablecoins se tornam parte central da infraestrutura de pagamentos”
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O Essencial
Curadoria afiada sobre negócios, economia e investimentos.
Texto: Lucas Gabriel Marins
Design: João Brito





