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O dado dos EUA que pressiona o bitcoin

Bom dia, apaixonados por cripto. Se vocês acompanharam o noticiário econômico ontem (dia 12), devem ter visto que a inflação dos Estados Unidos voltou a preocupar o mercado.

OK, e o que isso tem a ver com o bitcoin (BTC) e as demais criptomoedas? Tudo.

Quando os preços seguem elevados na maior economia do mundo, aumentam as chances de o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) manter os juros altos por mais tempo. E taxas elevadas costumam ser ruins para as criptomoedas.

A lógica é simples: com os títulos do Tesouro americano pagando retornos altos e considerados mais seguros, muitos investidores preferem deixar dinheiro nesses ativos em vez de apostar em mercados mais arriscados, como ativos digitais.

📈 O que sobe, o que desce

Bitcoin (BTC)

US$ 81.147,39

+0,44%

Ethereum (ETH)

US$ 2.316,28

+1,08%

↑ Maiores altas
• Injective (INJ): +22,31%
• Celestia (TIA): +10,97%
• Stacks (STX): +9,56%
Maiores baixas
• Toncoin (TON): -7,46%
• Canton (CC): -4,24%
• Ondo (ONDO): -3,38%
*Cotação do dia 13/05/26, às 8h45

Cripto Brasil

Proibição e multa

Para trabalhar com cripto, tem que estar dentro dos conformes. Mas isso nem sempre acontece. Aí tudo desanda. O Banco Central proibiu o Banco Topázio de realizar operações de câmbio envolvendo criptomoedas. A autoridade identificou movimentações de US$ 1,7 bilhão feitas por meio de 15 CNPJs sem a adoção dos procedimentos exigidos pela regulação. Além de suspender as operações, a autoridade monetária aplicou uma multa de R$ 16,28 milhões.

Contratos privados com cripto

Tem um novo projeto de lei sobre cripto circulando na Câmara dos Deputados. O texto propõe a criação do Estatuto da Liberdade dos Ativos Virtuais. Na prática, a ideia é reconhecer a validade de contratos privados que prevejam pagamento, liquidação ou indexação de obrigações em criptomoedas. Agora, resta acompanhar se a proposta ganha tração no Congresso.

O Pix, a inveja boa e a tokenização

Está rolando nesta semana, em Nova York, a Brazil Week, espécie de vitrine de negócios do Brasil no exterior. E o Pix acabou virando assunto por lá. Larry Fink, CEO da gigante BlackRock, disse sentir uma “inveja” do sistema brasileiro de pagamentos e gostaria que existisse um igual nos EUA. Segundo ele, o avanço do Pix também está ligado à tokenização - processo que transforma ativos tradicionais em tokens registrados em blockchain ou outras redes digitais.

Cripto around the world

JPMorgan: cada vez mais cripto

E falando em tokenização… o gigante JPMorgan prepara um fundo tokenizado de mercado monetário baseado em blockchain. O produto será lastreado em títulos do Tesouro americano de curto prazo, caixa e operações compromissadas com papéis do governo dos EUA. Segundo documento enviado à SEC (a CVM gringa), investidores poderão comprar, resgatar e transferir cotas pela rede Ethereum. Aos poucos, Wall Street vai ficando cada vez mais próxima do mercado cripto, hein?

Uma stablecoin japonesa

Quando se fala em stablecoin, normalmente pensamos em criptos atreladas ao dólar, ouro ou até ao real. Mas moedas digitais ligadas a outras divisas também começam a ganhar espaço. A Japan Blockchain Foundation, por exemplo, anunciou a EJPY, uma stablecoin pareada ao iene, que será emitida tanto na Japan Open Chain quanto na rede da Ethereum. O movimento reforça como o Japão também vem acelerando sua aposta no setor cripto.

Gráfico do dia

Os títulos mais tokenizados do mundo

Fonte: RWA.xyz

Frase

Tanto no Brasil quanto globalmente, vemos as stablecoins funcionando nos bastidores, enquanto a experiência do usuário permanece simples, muito semelhante a qualquer outro método de pagamento

Fabio Plein, diretor nacional da Coinbase no Brasil

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Curadoria afiada sobre negócios, economia e investimentos.

Texto: Lucas Gabriel Marins
Design: João Brito

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