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O prejuízo da maior tesouraria de bitcoin do Brasil

Bom dia, apaixonados por cripto. A OranjeBTC, maior tesouraria de bitcoin (BTC) do Brasil, divulgou seu primeiro balanço desde a estreia na B3, em outubro do ano passado - e os números vieram no vermelho.

A empresa reportou prejuízo líquido de R$ 469,9 milhões no quarto trimestre de 2025. Mas não foi exatamente por “queima de caixa”: o impacto veio da desvalorização do bitcoin, que caiu cerca de 27% no período e afetou o valor contábil das reservas da companhia.

No mesmo comunicado, a empresa informou a emissão de ADRs nos Estados Unidos - certificados que representam suas ações no exterior. O objetivo desse passo, segundo a firma brasileira, é dar um “up” na presença internacional e atrair novos investidores.

📈 O que sobe, o que desce

Bitcoin (BTC)

US$ 71.420,18

+0,28%

Ethereum (ETH)

US$ 2.186,77

+1,29%

↑ Maiores altas
• Bittensor (TAO): +14,29%
• Stellar (XLM): +6,37%
• Render (RENDER): +6,31%
Maiores baixas
• Midnight (NIGHT): -5,33%
• Canton (CC): -4,32%
• NEAR Protocol (NEAR): -2,28%
*Cotação do dia 25/03/26, às 8h45

Cripto Brasil

Tudo vira token

Um relatório da consultoria global PwC destacou o papel do Brasil na tokenização - o processo de transformar ativos em tokens na famosinha blockchain. Segundo a empresa, o setor vem ganhando mais tração no país, levando ações, fundos e imóveis para o formato digital. O movimento, diz a PwC, já atrai tanto startups quanto instituições financeiras tradicionais, de olho em novas formas de distribuição e investimento.

O custo da incerteza

Apesar do avanço do mercado cripto no Brasil, muitas empresas ainda pisam em ovos por causa das incertezas regulatórias. Para parte dos players do setor, a regulação criada no ano passado pelo Banco Central foi um avanço, mas deixou lacunas importantes - especialmente em pontos como prestação de contas e exigências operacionais. E quem mais sente o impacto são as empresas menores, segundo executivos.

Blockchain com cérebro digital

A inteligência artificial está invadindo todos os setores - e cripto, claro, não ficaria de fora. A Liqi, tokenizadora brazuca que administra cerca de R$ 1,3 bilhão em ativos na blockchain, anunciou nesta semana a integração de uma IA própria, batizada de Whitney. A ferramenta foi desenvolvida para monitorar, de forma automatizada, as comunicações entre participantes de uma operação.

Cripto around the world

Passo importante para a Tether

A Tether, emissora da USDT, a maior stablecoin do mercado, vez ou outra é questionada sobre suas reservas. Tanto que, no ano passado, teve sua nota de risco rebaixada por causa disso. Agora, o projeto cripto anunciou que contratou uma das Big Four (termo usado para identificar uma das quatro maiores auditorias globais - Deloitte, EY, KPMG e PwC) para fazer sua primeira auditoria completa das demonstrações financeiras. O mercado, claro, está super ansioso pelo resultado.

Wall Street mergulha em cripto

E a corrida das bolsas para dentro do universo cripto continua. A NYSE, de Nova York, firmou parceria com a empresa Securitize para desenvolver uma plataforma de negociação de ativos tokenizados, levando ações e ETFs para a blockchain, com liquidação quase instantânea e potencial de negociação 24/7. O movimento vem na esteira da liberação da CVM dos EUA (SEC), na semana passada, para que a Nasdaq negocie ativos tokenizados.

Gráfico do dia

A escorregada da OranjeBTC na bolsa

Fonte: Investing

Frase

O bitcoin é um ativo global ainda em processo de monetização e descoberta de preço. Movimentos intensos fazem parte dessa trajetória

Gui Gomes, Founder e CEO da OranjeBTC

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O Essencial
Curadoria afiada sobre negócios, economia e investimentos.

Texto: Lucas Gabriel Marins
Design: João Brito

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