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O que cripto e Venezuela têm a ver? Mais do que você imagina
Bom dia, apaixonados por cripto. Geralmente falamos de ativos digitais como investimento, mas eles também podem oferecer um respiro para quem vive em economias em crise. É o caso da Venezuela.
Um novo relatório mostra que as moedas digitais se tornaram parte essencial do dia a dia dos nossos vizinhos, que enfrentam quase uma década de isolamento econômico.
Por lá, o uso de stablecoins - criptomoedas atreladas a outros ativos, como o dólar - ganhou força para driblar a inflação, preservar valor e realizar transações em um ambiente de infraestrutura financeira frágil e restrita.
É um lembrete de que, para muita gente, cripto não é aposta: é ferramenta para atravessar a tempestade.
📈 O que sobe, o que desce
Bitcoin (BTC)
US$ 92.460,70
+2,31%
Ethereum (ETH)
US$ 3.244,86
+1,50%
↑ Maiores altas
• Zcash (ZEC): +9,80%
• Aave (AAVE): +8,50%
• Mantle (MNT): +7,50%
↓ Maiores baixas
• Telcoin (TEL): -2,02%
• Kaspa (KAS): -1,65%
• Sei (SEI): -1,50%
*Cotação do dia 12/12/2025, às 8h45
Cripto Brasil
• Stablecoins: a mina de ouro do governo
Falando em stablecoins… Lembram que o Banco Central, ao publicar a regulação do setor no mês passado, enquadrou essas criptos nas regras de câmbio, abrindo a porteira para a cobrança de IOF? Pois bem: caso a Receita Federal avance mesmo com essa tributação, o governo federal pode arrecadar R$ 5 bilhões extras só com esse novo imposto. Muita grana, né?
• Teste cripto sob supervisão
Agora um assunto técnico, mas importante. A Associação Brasileira de Tokenização e Ativos Digitais (ABToken) apresentou ao Banco Central uma proposta para criar um novo sandbox - um ambiente de testes regulatórios - voltado ao mercado de balcão de cripto, ou seja, de negociações feitas fora das exchanges. A ideia é criar um espaço controlado para experimentar novos modelos e práticas.
• Regulação mexe com o mercado
Muita gente considerou a regulação pesada demais, especialmente a exigência de capital mínimo para atuar com cripto - entre R$ 10,8 milhões e R$ 37,2 milhões. Como já comentamos por aqui, isso tende a provocar uma reviravolta no setor, com empresas fechando, sendo compradas ou se consolidando. Agora, pelo menos três firmas de cripto afirmam ter sido procuradas por companhias interessadas em comprá-las. Pelo visto, 2026 promete bastante movimentação.
Cripto around the world
• A conta chegou para as tesourarias de bitcoin
A sequência de quedas do bitcoin atingiu em cheio as bitcoin treasury companies, aquelas companhias que mantêm BTC no caixa corporativo. Um relatório divulgado nesta semana mostra que, entre 100 empresas analisadas, cerca de 65% compraram bitcoin por preços acima dos valores atuais de mercado. Em outras palavras: a maioria está operando no prejuízo.
• Golpe cripto rende 15 anos de prisão
O colapso do ecossistema Terra, em 2022, foi um dos episódios mais traumáticos do mercado cripto, apagando cerca de US$ 40 bilhões e desencadeando uma crise global no setor. Agora, o desfecho começa a se fechar: Do Kwon, fundador do projeto, foi condenado a 15 anos de prisão nos Estados Unidos por crimes de fraude. Ele já havia admitido culpa em agosto deste ano.
Conteúdo de marca: Nubank
“Cripto veio para ficar”, diz novo diretor da área no Nubank
Michael Rihani viveu a revolução da criptoeconomia na última década dentro de gigantes globais como Tesla, Apple e Coinbase. Para ele, que desde setembro é o diretor de cripto do Nubank, o setor passa por uma virada estrutural: em poucos anos, saiu dos fóruns online e se transformou em um mercado trilionário, discutido por governos, empresas e investidores. Ao InvestNews, Rihani disse que a volatilidade dos preços já não é o que mais importa para o mercado, que ganhou maturidade e conquistou confiança. No Brasil, a nova regulação do Banco Central, com regras unificadas prevendo segregação de ativos e auditorias, cria um ambiente competitivo único.
Gráfico do dia
Entrada de cripto nos países da América Latina

Fonte: Chainalysis. Período: entre junho de 2024 e junho de 2025
Frase
Na ausência de canais bancários domésticos confiáveis, as criptomoedas se consolidaram na economia dolarizada da Venezuela como um mecanismo cotidiano para armazenar valor e movimentar dinheiro”
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O Essencial
Curadoria afiada sobre negócios, economia e investimentos.
Texto: Lucas Gabriel Marins
Design: João Brito






