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Os 5 fatores que explicam a queda do bitcoin

Bom dia, apaixonados por cripto. Dia bem gelado, diga-se de passagem. Esta newsletter é feita em Curitiba (PR), onde os termômetros marcam 6°C nesta manhã. E o mercado de moedas digitais resolveu acompanhar o clima.

O bitcoin (BTC) voltou a perder os US$ 60 mil nesta sexta-feira (26) e passou a ser negociado no menor patamar em quase dois anos.

Cinco fatores ajudam a explicar a queda: as saídas dos ETFs, a liquidação das ações de tecnologia, as preocupações crescentes com a Strategy, a inflação nos Estados Unidos e o vencimento de um volume bilionário de opções da criptomoeda.

📈 O que sobe, o que desce

Bitcoin (BTC)

US$ 59.653,79

-3,03%

Ethereum (ETH)

US$ 1.550,52

-5,58%

↑ Maiores altas
• Audiera (BEAT): +31,81%
• MemCore (M): +11,80%
• Injective (INJ): +6,00%
Maiores baixas
• Mantle (MNT): -16,30%
• Sei (SEI): -11,16%
• Worldcoin (WLD): -8,56%
*Cotação do dia 26/06/26, às 8h45

Cripto Brasil

Mais de R$ 2 bi em bitcoin

Apesar da queda do bitcoin, os brasileiros seguem negociando a criptomoeda em ritmo forte. Junho ainda nem terminou, e o volume movimentado nas principais exchanges com operação no Brasil já chegou a R$ 2,16 bilhões. O valor supera os R$ 1,77 bilhão registrados em maio e os R$ 1,52 bilhão de abril. Agora, fica a expectativa para saber se junho vai ultrapassar os R$ 2,37 bilhões negociados em março.

Uma nova parceria no Brasil

Vira e mexe, um grande projeto de criptomoedas anuncia parceria com instituições brasileiras. Desta vez, a Fundação Cardano, organização responsável pelo desenvolvimento do ecossistema da ADA, fechou um acordo com a Fiesp e o SENAI-SP para capacitar profissionais e ampliar o uso da blockchain da cripto na indústria brasileira. A ideia é impulsionar aplicações como rastreabilidade, certificação de origem, segurança de dados e integração entre empresas.

Brasileiro deixa cargo de VP

O brasileiro Guilherme Nazar deixou o cargo de vice-presidente da Binance para a América Latina, posição que ocupava havia dois anos. Agora, ele passa a atuar como consultor da maior corretora de criptomoedas do mundo. Em seu lugar assume o colombiano Daniel Acosta, que desde 2022 era diretor-geral da Binance para a Colômbia e o Norte da América Latina. Antes de ingressar na exchange, Acosta trabalhou por dez anos na Mastercard.

Cripto around the world

Alerta para a maior tesouraria de bitcoin

A CryptoQuant fez um alerta incomum sobre a Strategy, maior empresa detentora de bitcoin do mundo. Para a casa de análise, chegou a hora de a companhia dar uma pausa nas compras da criptomoeda e recompor seu caixa. O motivo é que boa parte dos bitcoins comprados pela empresa nos últimos anos ainda está no prejuízo. Uma venda forçada neste momento, diz o relatório, poderia cristalizar perdas bilionárias e destruir valor para os acionistas.

Gigante japonês compra exchange

O gigante financeiro japonês SBI Holdings vai desembolsar cerca de US$ 289 milhões para comprar a exchange Bitbank, uma das dez maiores do Japão em volume de negociações. Se aprovada pelos reguladores, a aquisição será concluída em outubro. Não é a primeira investida do banco no setor. Em 2022, o SBI comprou a exchange Bitpoint e agora reforça a aposta em criptomoedas em um momento em que o Japão prepara novas regras para o mercado.

Gráfico do dia

A queda de 20% do bitcoin

Fonte: CoinGecko

Frase

A demanda institucional perdeu força, com os ETFs de bitcoin à vista dos Estados Unidos continuando a registrar saídas líquidas de recursos e menor volume de negociações

– Glassnode

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O Essencial
Curadoria afiada sobre negócios, economia e investimentos.

Texto: Lucas Gabriel Marins
Design: João Brito

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