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O rali das criptos “anti-quânticas”
Bom dia, apaixonados por cripto. Um relatório do Google sugerindo que a computação quântica pode ameaçar a segurança do bitcoin e do ethereum mais cedo do que se imaginava mexeu com o mercado - e disparou um rali nos tokens que prometem resistir a esse tipo de ataque.
A criptomoeda Cellframe (CEL), construída para interligar blockchains e serviços protegidos por criptografia pós-quântica, saltou 96%. Já a Abelian (BEL), também resistente à nova tecnologia, subiu quase 30% nas últimas 24 horas.
No total, o valor de mercado desse grupo super resistente - ainda pequeno, com cerca de 20 moedas - avançou 10% e já soma US$ 4,6 bilhões.
Mas vale um adendo: estamos falando de projetos bem menores que gigantes como BTC e ETH. Por isso a disparada. E, apesar do barulho, a computação quântica ainda está longe de se tornar uma ameaça prática.
Ainda assim, o movimento diz algo importante: o mercado já começou a precificar um risco que, até pouco tempo, parecia distante.
📈 O que sobe, o que desce
Bitcoin (BTC)
US$ 68.457,65
+3,30%
Ethereum (ETH)
US$ 2.127,45
+5,14%
↑ Maiores altas
• Cellframe (CELL): +96,53%
• Abelian (BEL): +29,71%
• Quantum Resistant Ledger (QRL): +25,95%
↓ Maiores baixas
• Midnight (NIGHT): -8,61%
• Canton (CC): -4,12%
• Bitcoin Cash (BCH): -1,76%
*Cotação do dia 1/04/26, às 8h45
Cripto Brasil
• Empresa europeia no Brasil
Tem empresa cripto do Velho Continente desembarcando por aqui. A Crystal Intelligence, que fornece análises de blockchain em tempo real para bancos, reguladores e autoridades, já começou a contratar no Brasil. O motivo não é segredo: o país virou um dos mercados mais ativos em cripto - e segue no radar global.
• Mercado de ETF cripto cresce
A B3 já soma cerca de 20 ETFs de criptomoedas - entre eles o famosinho HASH11, que volta e meia aparece entre os mais negociados. Agora chegou mais um: o XBCI11, da Buena Vista Capital. A diferença é que ele é alavancado - ou seja, usa derivativos para tentar multiplicar os retornos de um índice. Na prática: pode ganhar mais… mas também pode perder mais. E cobra mais caro por isso.
• A treta com a Ripio
O clima azedou para a exchange Ripio. Investidores brasileiros foram ao Reclame Aqui dizendo que as declarações pré-preenchidas do IR, fornecidas pela corretora, já trazem compras de criptos que eles afirmam não ter feito. A empresa diz que essas informações estão ligadas a Mercado Coin, cripto do Mercado Pago que a corretora custodiava. Aliás, esse token decidiu encerrar seu projeto (leia na próxima nota).
Cripto around the world
• Adeus, Mercado Coin
O Mercado Pago, fintech do Mercado Livre, anunciou o fim do Mercado Coin - token lançado em 2022 como parte de seu programa de fidelidade. O motivo é estratégico: a empresa quer concentrar esforços no “Meli Dólar”, sua stablecoin pareada ao dólar e já disponível no Brasil, México e Chile. Quem ainda tem a cripto precisa correr: o prazo para vender vai até 17 de abril. Depois disso, o saldo será convertido em reais.
• O pior início de ano desde 2018
O bitcoin começou 2026 tropeçando. A maior criptomoeda do mundo fechou o primeiro trimestre com queda de 23,8% - o pior início de ano desde 2018. No combo de pressões: tensão geopolítica (que empurra investidores para ativos mais seguros), incerteza macroeconômica e uma saída relevante dos ETFs (fundos negociados em bolsa) de bitcoin nos EUA - ou seja, dinheiro institucional indo embora.
Gráfico do dia
Cellframe (CEL) salta 96% no dia

Fonte: CoinMarketCap
Frase
Já começamos a ver o risco quântico sendo precificado no bitcoin”
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O Essencial
Curadoria afiada sobre negócios, economia e investimentos.
Texto: Lucas Gabriel Marins
Design: João Brito





