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Por que o bitcoin está caindo de novo hoje?
Bom dia, apaixonados por cripto. O bitcoin (BTC) começou a semana tropeçando - e, como quase sempre acontece, levou junto as principais altcoins. Mais uma vez, os ventos contrários vêm de fora, especialmente dos Estados Unidos e do Japão. Vamos por partes.
Na terra do Tio Sam, voltou a ganhar força o temor de um possível shutdown - a paralisação parcial do governo - depois de novos atritos no Congresso. Esse tipo de novela costuma deixar os mercados mais tensos e menos dispostos a correr risco.
Para completar, nesta semana tem decisão de política monetária nos EUA. A expectativa é de manutenção dos juros - entre 3,50% a 3,75% ao ano -, mas os investidores vão prestar atenção mesmo é nas falas de Jerome Powell, presidente do Fed (o banco central de lá). Qualquer pista sobre os próximos passos pode mexer - e muito - com ativos de risco, como as criptos.
Do outro lado do mundo, no Japão, o iene se valorizou frente ao dólar e crescem as especulações sobre uma possível intervenção do governo. Isso entra na conta das criptos porque mexe com a liquidez global - e liquidez é o combustível dos mercados.
Resumo da ópera: o cenário segue instável. E a semana promete mais chacoalhões na indústria cripto.
📈 O que sobe, o que desce
Bitcoin (BTC)
US$ 87.888,99
-0,80%
Ethereum (ETH)
US$ 2.894,98
-1,74%
↑ Maiores altas
• River (RIVER): +35,12%
• Algorand (ALGO): +2,17%
• Tether Gold (XAUt): +1,54%
↓ Maiores baixas
• MYX Finance (MYX): -15,35%
• World Liberty Financial (WLFI): -6,47%
• Canton (CC): -6,51%
*Cotação do dia 26/01/26, às 8h45
Cripto Brasil
• Master tentou surfar na tokenização
Se você está acompanhando o noticiário brasileiro, com certeza já ouviu falar do caso do Banco Master. Pois até eles tentaram surfar na onda da tokenização - o processo de transformar ativos em tokens na blockchain. No ano passado, uma empresa de familiares de Daniel Vorcaro, dono do Master, tentou tokenizar créditos de carbono usando terras indígenas. O Incra, no entanto, barrou a iniciativa: segundo o órgão, o projeto não foi adiante por causa de entraves jurídicos apontados pela Procuradoria Federal Especializada.
• Startup, stablecoins e um cheque de US$ 5 bi
A fintech brasileira Brex foi vendida para a operadora americana de cartões Capital One. E o preço chama atenção: US$ 5,15 bilhões (cerca de R$ 27 bilhões). Metade do pagamento será em dinheiro, e a outra parte, em ações. É muita grana, hein? A Brex vinha apostando forte em stablecoins. No ano passado, a empresa já tinha anunciado o lançamento de pagamentos nativos com essas criptos lastreadas em outros ativos, como o dólar.
• Estatal mineira caça startups de blockchain
A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) está de olho na blockchain. A estatal mineira abriu a procura por startups que usem tecnologias como blockchain, inteligência artificial, computação em nuvem, entre outras, para resolver alguns desafios internos. Entre os problemas que a empresa quer atacar estão, por exemplo, identificar quedas de energia a partir de dados dos clientes e detectar padrões de irregularidades na rede.
Cripto around the world
• Ultrarricos usam cripto para bancar luxo
Os ultrarricos que fizeram fortuna em cripto encontraram um jeito elegante de bancar o estilo de vida - sem vender um satoshi (a menor unidade do BTC, como o centavo no real) sequer. Em vez de liquidar as moedas, eles estão usando bitcoin e ethereum como garantia para pegar empréstimos e pagar desde viagens a Cannes até upgrades no iate. Isso está sendo feito via plataformas de finanças descentralizadas (DeFi). Na prática, o investidor trava suas criptos como colateral, saca stablecoins e segue a vida. E que vida, hein?
• UBS abre a porta para o bitcoin
E falando em super-ricos… o UBS, maior gestor de fortunas do mundo, está prestes a liberar investimentos em cripto para parte de seus clientes endinheirados. O plano é permitir que clientes selecionados na Suíça comprem e vendam bitcoin e ethereum. A decisão ainda está sendo finalizada internamente, mas o recado é claro: a demanda dos super-ricos por cripto já está batendo forte na porta. Vale lembrar: o UBS administra cerca de US$ 4,7 trilhões para clientes de altíssimo patrimônio.
Gráfico do dia
Juros nos EUA: o que o mercado espera

Fonte: CME Group
Frase
Reconhecemos a importância da tecnologia de registro distribuído, como a blockchain, que sustenta os ativos digitais”
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O Essencial
Curadoria afiada sobre negócios, economia e investimentos.
Texto: Lucas Gabriel Marins
Design: João Brito





