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Por que o bitcoin tropeçou de novo?
Bom dia, apaixonados por cripto. O bitcoin (BTC) até terminou bem a semana passada, acima dos US$ 92 mil, deixando os investidores felizes. Mas a coisa desandou no sábado e no domingo.
A maior criptomoeda do mercado desceu a ladeira e chegou aos US$ 88 mil, antes de ensaiar uma recuperação para a faixa dos US$ 89 mil na manhã desta segunda-feira (15). O que houve?
O movimento reflete a cautela dos investidores. Eles evitam montar posições mais agressivas antes da divulgação de dados-chave nos EUA nesta semana, como inflação e emprego, além de decisões sobre juros no Japão - um combo que tende a afetar o humor dos mercados globais.
📈 O que sobe, o que desce
Bitcoin (BTC)
US$ 89.884,67
-0,20%
Ethereum (ETH)
US$ 3.158,80
+1,60%
↑ Maiores altas
• Tron (TRX): +2,25%
• Lido DAO (DAO): +1,75%
• Optimism (OP): +1,18%
↓ Maiores baixas
• Zcash (ZEC): -5,10%
• Jupiter (JUP): -4,25%
• Bittensor (TAO): -4,10%
*Cotação do dia 15/12/25, às 8h45
Cripto Brasil
• OranjeBTC faz compra discreta de BTC
A OranjeBTC, companhia brasileira com o maior caixa em bitcoin, aproveitou a queda da cripto para retomar as compras - mas de forma discreta. A empresa informou que adquiriu apenas dois BTC, ao preço médio de US$ 89.814,49. A firma abriu capital na B3 no início de outubro, justamente no período em que o bitcoin registrava sua máxima histórica. Desde então, o ativo perdeu força e arrastou junto as ações da empresa, que acumulam queda de 55% desde o IPO.
• Itaú sugere entre 1% a 3% do portfólio em bitcoin
O bitcoin sobe, desce, anda de lado... Faz parte do mercado. Apesar da volatilidade, a cripto segue como uma das “queridinhas” das instituições. O Itaú, por exemplo, acredita que o ativo é diferente da renda fixa, das ações e dos mercados domésticos por causa de sua natureza global e descentralizada. Foi além e disse que uma alocação entre 1% e 3% na criação de Satoshi Nakamoto pode dar aquela pitada extra de diversificação na sopa dos investimentos.
• Leão morde investidor de cripto
O Leão da Receita Federal tem mostrado os dentes para alguns investidores de criptomoedas. O órgão já aplicou R$ 54 milhões em multas relacionadas a documentos com erros na apuração de ganho de capital tributável - lembrando que só lucros acima de R$ 35 mil em vendas mensais entram na conta - ou na declaração de rendimentos ligados a criptoativos.
Cripto around the world
• Cripto quer virar banco
Está acontecendo um movimento interessante nos Estados Unidos. Pelo menos cinco empresas do setor de ativos digitais - Circle, Ripple, Fidelity Digital, BitGo e Paxos - estão tentando obter charters (licenças) bancárias federais no país. Na prática, querem virar bancos. Com isso, essas companhias poderiam oferecer serviços como custódia, pagamentos e até empréstimos, já sob um arcabouço regulatório federal. A fronteira entre o mercado cripto e o sistema financeiro tradicional vai ficando cada vez mais tênue.
• Stablecoin bate na trave
E não é só no setor financeiro que as criptomoedas tentam ganhar espaço. No esporte também - embora, por lá, as coisas estejam mais difíceis. A Tether, emissora da stablecoin USDT, a maior do mercado, formalizou uma proposta para adquirir o controle acionário da Juventus Football Club por US$ 1,3 bilhão. A oferta surgiu em meio a dificuldades dentro de campo enfrentadas pelo clube italiano, mas a família Agnelli, controladora da Juventus, acabou recusando a investida.
Gráfico do dia
A queda do bitcoin nos últimos dias

Cotação do dia 15/12/25.
Frase
Cripto continua sendo uma classe de ativos estrutural e de múltiplas décadas, e sua volatilidade inerente, embora às vezes desconfortável, é fonte de oportunidades de longo prazo.”
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O Essencial
Curadoria afiada sobre negócios, economia e investimentos.
Texto: Lucas Gabriel Marins
Design: João Brito






