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Por que todo mundo quer stablecoins?
Bom dia, apaixonados por cripto. Teve bastante coisa no noticiário recente sobre ativos digitais - mas um assunto puxou a fila e dominou as manchetes: stablecoins.
De um lado, a Mastercard anunciou a compra da plataforma de pagamentos em stablecoins BVNK. Do outro, o Bradesco sinalizou que está trabalhando em produtos ligados a esse tipo de cripto. No meio disso, o PayPal acelerou sua aposta nesse mercado… (e teve mais - mas você já entendeu o ponto).
Não é de hoje que essas moedas digitais ganham protagonismo. Isso porque elas funcionam como uma ponte entre o sistema financeiro tradicional e o mundo cripto, facilitam pagamentos e ainda oferecem algo raro nesse mercado volátil: previsibilidade de preço, já que são atreladas a ativos como dólar, ouro ou até o real.
E tem mais: a demanda já está aí - e é grande. No Brasil, por exemplo, as stablecoins representam cerca de 70% de tudo o que é negociado no mercado cripto. Ou seja: não é só hype - é uso real.
📈 O que sobe, o que desce
Bitcoin (BTC)
US$ 73.860,21
+0,17%
Ethereum (ETH)
US$ 2.313,22
+0,10%
↑ Maiores altas
• Kaspa (KAS): +10,11%
• MemeCore (M): +9,66%
• Morpho (MORPHO): +6,25%
↓ Maiores baixas
• Midnight (MIDNIGHT): -5,35%
• Stable (STABLE): -5,29%
• Render (RENDER): -4,22%
*Cotação do dia 18/03/26, às 8h45
Cripto Brasil
• Remessas Brasil-EUA via blockchain
De olho no boom das stablecoins, a fintech brasileira Nomad fechou uma parceria com a gigante cripto Ripple. Na prática, a empresa passa a usar a RLUSD - stablecoin da Ripple - para transferências entre Brasil e Estados Unidos. A lógica é simples: como o token roda em blockchain (24/7, sem interrupções), as remessas tendem a ficar mais rápidas e eficientes.
• Regulação de stablecoins gera ruído
Última notícia sobre stablecoins - prometo. A Gnosis Chain, infraestrutura usada por algumas emissoras no Brasil, entrou no debate regulatório. A cofundadora da plataforma, Friederike Ernst, criticou a proposta do Banco Central. O ponto: comprar stablecoin, na visão dela, é só ganhar exposição ao dólar - não significa, necessariamente, saída de recursos do país. A fala vem no contexto da discussão sobre possível cobrança de IOF nessas operações.
• DeCripto entra em fase de testes
A Receita Federal avançou na fiscalização cripto. O órgão liberou um ambiente de testes para o envio do DeCripto - o documento que vai reunir informações sobre operações com ativos digitais. Quem entra na regra: prestadoras de serviços (como exchanges) e investidores com cripto no exterior. A obrigatoriedade só começa no segundo semestre. Por enquanto, é fase de adaptação.
Cripto around the world
• Apetite institucional voltou
O dinheiro grande voltou a dar as caras no mercado cripto. Os ETFs à vista de bitcoin nos EUA registraram mais um dia de entradas - US$ 169 milhões somente ontem - e já somam sete pregões seguidos no positivo. No total, esses fundos acumulam US$ 96,7 bilhões em BTC, o equivalente a 6,49% de todo o valor de mercado da criptomoeda. O movimento reforça a retomada da confiança institucional após semanas de maior volatilidade.
• Rating agora roda na blockchain
A agência de classificação de risco Moody’s decidiu dar um passo além no mundo cripto. A empresa lançou uma nova ferramenta que leva suas análises de crédito diretamente na blockchain. O projeto estreia na Canton Network, uma rede voltada ao mercado financeiro institucional. Na prática, a ideia é integrar dados e avaliações de risco à tecnologia por trás das criptos, reduzindo atritos e aumentando a transparência nas transações.
Gráfico do dia
Ethereum sobe 15% em uma semana

Fonte: CoinMarketCap
Frase
O futuro passa por ativos tokenizados, especialmente no caso do dólar, por meio das stablecoins. Com as stablecoins, conseguimos melhorar significativamente a forma como movimentamos dinheiro, principalmente do ponto de vista de tesouraria”
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O Essencial
Curadoria afiada sobre negócios, economia e investimentos.
Texto: Lucas Gabriel Marins
Design: João Brito





