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Quando sua carteira cripto vira o problema
Bom dia, apaixonados por cripto. No mercado das criptomoedas, há uma expressão que vira e mexe aparece: “not your keys, not your coins” (se não são suas chaves, não são suas moedas, na tradução para o português).
A ideia é simples: se você não mantém suas criptos em uma carteira própria - seja ela online ou offline - e prefere deixá-las sob custódia de exchanges ou bancos, está confiando a terceiros o controle sobre seus ativos. É uma máxima defendida desde os primórdios do mercado por investidores “raiz”, que buscavam mais autonomia e menos dependência de intermediários.
Só que esse modelo (que tem suas ressalvas) levou uma rasteira nas últimas semanas. Primeiro, no fim de julho, um ataque à carteira offline Coldcard resultou no roubo de US$ 130 milhões em bitcoin. Na semana passada, outra carteira “famosinha”, a Trezor, revelou ter sofrido uma violação. E, no domingo (16), para completar o combo, a carteira SafePal divulgou um vazamento de dados que afetou cerca de 40 mil usuários.
A bruxa está solta no mercado. Leia mais aqui.
📈 O que sobe, o que desce
Bitcoin (BTC)
US$ 63.252,14
+0,49%
Ethereum (ETH)
US$ 1.892,08
+0,70%
↑ Maiores altas
• Morpho (MORPHO): +5,23%
• Zcash (ZEC): +5,52%
• Pump.fun (PUMP): +4,42%
↓ Maiores baixas
• Velvet (VELVET): -27,42%
• Cosmos (ATOM): -3,93%
• Quant (QUANT): -3,10%
*Cotação do dia 17/08/26, às 8h45
Cripto Brasil
• Tesouraria cripto brazuca no prejuízo
A OranjeBTC, maior tesouraria cripto do Brasil, divulgou o balanço do segundo trimestre de 2026 com um prejuízo líquido de R$ 183,9 milhões. De acordo com a empresa, a volatilidade do bitcoin no período ajudou a puxar o resultado para baixo. Hoje, a companhia tem cerca de 3.950 BTC em sua tesouraria, segundo seu próprio site, e está entre as 25 maiores firmas com bitcoin em caixa do mundo.
• Regulação: trunfo para mercado cripto brasileiro
O Brasil pode transformar a segurança regulatória em uma vantagem para atrair instituições e capital ao mercado de ativos digitais. A avaliação foi feita por executivos e representantes do Banco Central durante um painel no Blockchain.RIO, evento cripto realizado na semana passada no Rio de Janeiro. Agora, o desafio é aumentar a transparência sobre os participantes e, com isso, dar mais liquidez ao mercado, disseram.
• Novo mandachuva
Vira e mexe rola uma dança das cadeiras no mercado cripto. Dessa vez, a exchange Bitget anunciou Noah Cheung como novo country manager para o Brasil - ou, em bom português, o mandachuva da operação por aqui. Antes de chegar à Bitget, ele ocupou cargos de liderança nas exchanges globais KuCoin e MEXC. O executivo é graduado pela Universidade de Sydney.
Cripto around the world
• Harvard mantém “quedinha” por bitcoin
A Universidade Harvard manteve sua posição no ETF de bitcoin da gestora BlackRock, o IBIT, no segundo trimestre. Segundo documento enviado à SEC (a CVM norte-americana), a Harvard Management Company tinha 3,04 milhões de cotas do fundo em 30 de junho, avaliadas em US$ 101,4 milhões. É a primeira vez, após dois trimestres seguidos de redução, que a instituição não mexe na posição.
• Trump e os chefões de cripto
O presidente dos EUA, Donald Trump, deve receber na quarta-feira (19), na Casa Branca, alguns dos principais nomes do mercado cripto e de plataformas de apostas preditivas. Entre os convidados estão executivos de empresas como Coinbase, Ripple, Gemini, Polymarket e Kalshi. O encontro deve abrir um diálogo sobre políticas públicas e inovação, em um momento em que o Congresso discute novas regras para o setor. Estamos de olho por aqui.
Gráfico do dia
Volume de cripto dólar negociado em agosto no Brasil*

Fonte: Índice Biscoint | * Entre 1º e 16 de agosto
Frase
Os ativos digitais ampliaram o acesso a estratégias que antes estavam restritas a investidores com estruturas mais sofisticadas”
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O Essencial
Curadoria afiada sobre negócios, economia e investimentos.
Texto: Lucas Gabriel Marins
Design: João Brito





