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R$ 235 milhões nas eleições - via cripto

Bom dia, apaixonados por cripto. A disputa presidencial ainda não começou oficialmente no Brasil, mas já está movimentando uma boa grana no Polymarket, a plataforma de previsões que permite apostar em praticamente qualquer evento com criptos.

Cinco mercados sobre as eleições brasileiras já registraram um volume de US$ 45,7 milhões (cerca de R$ 235 milhões) em negociações.

Por lá, o funcionamento é simples: usuários compram tokens de “sim” ou “não” para determinados cenários. Se o resultado acontecer, recebem o retorno proporcional ao valor investido.

No maior mercado, com US$ 42 milhões (R$ 216 milhões), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece na frente, com 42% das apostas, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro, com 38%. Mas isso muda o tempo todo - na semana passada, por exemplo, era o inverso.

Vale o alerta: apesar da popularidade crescente, esse tipo de operação envolve alto risco e muita volatilidade.

📈 O que sobe, o que desce

Bitcoin (BTC)

US$ 69.817,03

+4,26%

Ethereum (ETH)

US$ 2.154,99

+5,49%

↑ Maiores altas
• Algorand (ALGO): +8,41%
• Filecoin (FIL): +8,33%
• Arbitrum (ARB): +8,11%
Maiores baixas
• Stable (STABLE): -4,03%
• Bitget Token (BGB): -3,05%
• Canton (CC): -0,28%
*Cotação do dia 06/04/26, às 8h45

Cripto Brasil

O “apagão” das fintechs cripto

A nova regulamentação do setor cripto promete sacudir o mercado brasileiro - e pode deixar muita gente pelo caminho. Um especialista estima que, das cerca de 2 mil fintechs de moedas digitais no país, até 1.400 podem simplesmente desaparecer. O principal motivo? A exigência de capital mínimo para operar. Hoje, o valor varia de R$ 10,8 milhões a R$ 37 milhões, dependendo da atividade. Para muita empresa pequena, a conta simplesmente não fecha.

Blockchain verde: o outro lado das criptos

A mineração de bitcoin é famosa pelo alto consumo de energia - e a crítica faz sentido. Mas essa não é a história inteira. A mesma tecnologia também pode jogar a favor do meio ambiente. Um projeto do governo brasileiro, por exemplo, firmou um acordo para usar blockchain e inteligência artificial no rastreamento de emissões de carbono na indústria. Ou seja: a cripto pode ser parte do problema… mas também da solução.

A mina milionária de bitcoin

E por falar em mineração…O empresário Ricardo Magro, dono do grupo Refit e investigado pela Justiça por suspeita de sonegação e outros crimes, teria uma operação de mineração de bitcoin nos Estados Unidos. Segundo reportagem da revista piauí, ele é dono de uma fazenda no estado de Oklahoma que pode gerar cerca de US$ 600 mil por mês - algo em torno de R$ 3 milhões. Nada mal para um negócio que roda 24 horas por dia.

Cripto around the world

Tem gigante no mercado cripto

A Charles Schwab, que administra US$ 11,9 trilhões em ativos, quer entrar de vez no mercado de criptomoedas. A empresa planeja oferecer negociações à vista de bitcoin e ethereum já no primeiro semestre de 2026. Até agora, a exposição dos clientes ao setor vinha principalmente por produtos de terceiros, como ETFs. Agora, a ideia é trazer compra e venda direta para dentro de casa - e competir com as exchanges nativas do mercado.

O lado B da tokenização

A tokenização promete reduzir custos e eliminar atrasos no sistema financeiro - mas pode ter um efeito colateral relevante: crises mais rápidas do que a reação dos bancos centrais. O alerta veio do Fundo Monetário Internacional (FMI), em relatório recente. Segundo a entidade, ao eliminar etapas como o prazo de liquidação de dois dias, a tecnologia também remove “amortecedores” que hoje dão tempo para autoridades agirem em momentos de estresse.

Gráfico do dia

Eleições brasileiras com cripto*

Fonte: PolyMarket | * Percentual de apostas na vitória de cada candidato no mercado

Frase

Quando os ativos existem como tokens em um livro-razão distribuído, surgem questões relativas à legislação aplicável, à localização do ativo e à exigibilidade de reivindicações em caso de insolvência

Tobias Adrian, conselheiro financeiro do FMI

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Curadoria afiada sobre negócios, economia e investimentos.

Texto: Lucas Gabriel Marins
Design: João Brito

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