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Reserva de bitcoin no Brasil

Bom dia, apaixonados por cripto. O que vocês acham da ideia de o Brasil ter uma reserva estratégica de bitcoin (BTC)? Visionária ou arriscada demais? Pois o tema entra em debate hoje na Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados.

O projeto de lei 4501/2024, apresentado no fim de 2024 e atualizado com um substitutivo em fevereiro deste ano, prevê a compra gradual de até 1 milhão de bitcoins ao longo de cinco anos. Pelos preços atuais, isso representaria algo perto de R$ 361 bilhões.

Se uma proposta dessas avançasse, o Brasil entraria para um grupo ainda pequeno de países que já têm bitcoin em suas reservas - caso de Estados Unidos, El Salvador e Butão.

Mas o caminho está longe de ser tranquilo. No ano passado, o Ministério da Fazenda e o Banco Central se posicionaram contra a ideia, argumentando que o bitcoin não atende aos critérios tradicionais de ativos de reserva, como segurança, liquidez e estabilidade.

A pergunta agora é se o bitcoin vai parar no debate… ou no cofre do país. A discussão promete ser longa.

📈 O que sobe, o que desce

Bitcoin (BTC)

US$ 69.618,89

-1,68%

Ethereum (ETH)

US$ 2.029,66

-1,65%

↑ Maiores altas
• Internet Computer (ICP): +9,18%
• Pi (PI): +7,04%
• Just (JUST): +3,39%
Maiores baixas
• Jupiter (JUP): -9,21%
• Midnight (NIGHT): -7,04%
• Curve Dao Token (CRV): -6,13%
*Cotação do dia 11/03/26, às 8h45.

Cripto Brasil

Banco Central de olho nas criptos

As exchanges já estavam acostumadas a enviar informações sobre movimentações de cripto para a Receita Federal. Agora, também terão que prestar contas ao Banco Central. O órgão publicou ontem a instrução de código C212 (parece nome de documento ultra confidencial, né?), que obriga prestadores de serviços de ativos virtuais a reportar transações com criptomoedas. O foco principal são operações ligadas ao mercado de câmbio.

Tokenização entra no radar do BC

Mas o Banco Central não está apenas de olho na supervisão do mercado cripto. A autoridade monetária também quer estimular a inovação no setor e abriu as inscrições para o LIFT Day 2026, que acontece em Brasília no dia 31 de março. O evento funciona como um ambiente colaborativo para desenvolver soluções para desafios reais do sistema financeiro. Entre os temas em destaque está a tokenização - processo de transformar ativos tradicionais em tokens registrados em blockchain.

Recife, Tiradentes e cripto

Um vereador do Recife apresentou um projeto de lei para criar a Semana Municipal de Criptomoedas e Liberdade Econômica na cidade. A ideia é incentivar a educação financeira da população sobre blockchain, criptomoedas e outros ativos digitais. Detalhe: a proposta prevê que a semana seja celebrada em 21 de abril, feriado de Tiradentes. O projeto já avançou na Câmara Municipal.

Cripto around the world

Senado americano tenta destravar lei cripto

Já comentamos aqui na news sobre o impasse nos EUA entre bancos e plataformas cripto em torno dos rendimentos pagos por stablecoins. De um lado, instituições financeiras temem que esses incentivos estimulem a migração de depósitos para fora do sistema tradicional. Do outro, empresas do setor cripto argumentam que as recompensas são essenciais para atrair usuários. Agora, senadores tentam costurar um meio-termo. A proposta é permitir recompensas mais limitadas.

Marco histórico do bitcoin

O mercado cripto atingiu ontem um marco histórico: 20 milhões de bitcoins foram minerados, o equivalente a cerca de 95% de toda a oferta prevista da criptomoeda. Agora, resta apenas 1 milhão de unidades para serem emitidas, conforme as regras da cripto. Mas quem acha que esse número será alcançado logo pode se decepcionar. Pelo desenho do protocolo - que reduz a emissão ao longo do tempo - a mineração do último BTC deve acontecer apenas por volta de 2140.

Gráfico do dia

Total de bitcoins em circulação

Fonte: Blockchain.com

Frase

Esse marco reforça um dos pilares centrais da tese de valor do bitcoin: sua escassez programada. Diferente de ativos tradicionais, cuja oferta pode ser expandida por decisões de política monetária, a emissão do bitcoin é definida por código e segue uma trajetória previsível e decrescente ao longo do tempo

Matheus Parizotto, analista chefe de research da Mynt

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Curadoria afiada sobre negócios, economia e investimentos.

Texto: Lucas Gabriel Marins
Design: João Brito

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