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Stablecoins: e as reservas?

Bom dia, apaixonados por cripto. Quando o assunto é criptomoeda, stablecoin é gosto nacional, quase como futebol. Mas sempre rola aquela dúvida: e as reservas? E a segurança? Isso é um pouco culpa da USDT, principal stablecoin do mercado, que já enfrentou problemas e questionamentos sobre seu lastro no passado.

Uma pesquisa divulgada na quarta-feira (12) pela KPMG e pela Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABcripto, para os íntimos) jogou um pouco de luz sobre essa questão no mercado nacional. Foram ouvidos bancos e empresas do setor.

A resposta foi enfática: 100% das instituições defendem auditorias independentes periódicas dos ativos usados como lastro. E tem mais: para 70% delas, o principal indicador de confiança é a divulgação periódica da composição, da liquidez e da localização desses ativos.

📈 O que sobe, o que desce

Bitcoin (BTC)

US$ 63.564,98

-0,82%

Ethereum (ETH)

US$ 1.883,67

-1,46%

↑ Maiores altas
• Mantle (MNT): +6,72%
• OKB (OKB): +6,71%
• Virtuals Protocol (VIRTUAL): +6,68%
Maiores baixas
• Curve DAO Token (CRV): -8,34%
• Official Trump (TRUMP): -5,54%
• Arbitrum (ARB): -4,12%
*Cotação do dia13/08/26, às 8h45

Cripto Brasil

Limite maior para tokenização

A tokenização - o processo de transformar ativos do mercado tradicional em tokens na blockchain - esbarra nas regras. A Resolução CVM 88, usada por muitos players do setor, por exemplo, tem hoje um limite de R$ 15 milhões. A Comissão de Valores Mobiliários, porém, estuda aumentar o teto para R$ 25 milhões para sociedades empresárias e cooperativas agropecuárias. No caso de companhias securitizadoras registradas na CVM, poderia chegar a R$ 50 milhões.

Mais um banco no parquinho cripto

Fala a verdade. Parece que, aos poucos, todo mundo cai no universo cripto, não é? Pois aconteceu com o Bradesco. O banco brasileiro passou a oferecer custódia institucional de ativos digitais para clientes como gestores, fundos, empresas financeiras e tesourarias. A Foxbit, uma exchange brazuca de criptomoedas, será o primeiro cliente a utilizar a nova estrutura.

ETF de bitcoin novo na área

O mercado cripto continua a criar novas alternativas para o investidor. A OranjeBTC, maior tesouraria cripto do Brasil, desenvolveu um ETF de ações preferenciais com distribuições mensais. O produto ganhou o nome de DIGY11 e deve chegar à B3 em setembro. A carteira inicial, segundo a empresa, será composta por ações preferenciais emitidas pela Strategy e pela Strive, duas firmas americanas que mantêm BTC no balanço.

Cripto around the world

Goldman Sachs amplia aposta em cripto

Falando em ETFs… O Goldman Sachs está levando três ETFs de renda com opções ligados ao bitcoin e ao ethereum para dentro de sua operação de gestão de ativos. Os produtos vêm da Neos Investments, que o banco concordou em comprar por até US$ 2,25 bilhões. Muita grana. Os ETFs usam opções para gerar renda mensal e não investem diretamente nas criptos, mas em produtos negociados em bolsa ligados a elas.

Libra digital e stablecoins juntas

Stablecoin não é só gosto nacional, não. É global. O Banco da Inglaterra (BoE) colocou essas criptos famosinhas e uma possível libra digital para conversar em um novo experimento. O objetivo é descobrir se os dois tipos de ativos digitais podem participar da mesma operação e, com isso, deixar o financiamento ao comércio mais rápido. O teste envolve também soluções de crédito voltadas a pequenas empresas.

Gráfico do dia

Devem existir auditorias independentes sobre os ativos mantidos como lastro de stablecoins? *

Fonte: KPMG e ABcripto

Frase

As stablecoins precisam de um regime próprio, como ativos virtuais, e não de um enquadramento pensado para outro tipo de instrumento financeiro

Julia Rosin, diretora-presidente da ABcripto

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Curadoria afiada sobre negócios, economia e investimentos.

Texto: Lucas Gabriel Marins
Design: João Brito

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