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Stablecoins no Brasil: vem aí o IOF?

Bom dia, apaixonados por criptos. Ontem, as novas regras para o mercado de criptomoedas - publicadas no fim do ano passado pelo Banco Central - finalmente entraram em vigor. Traduzindo do juridiquês: agora, as empresas do setor que atuam no Brasil têm um novo conjunto de obrigações para seguir.

Para o investidor (você, no caso), um ponto merece atenção: as stablecoins - aqueles tokens atrelados a outros ativos, como o dólar - passaram a ser enquadradas nas regras do câmbio. E o que isso significa, na prática?

Hoje, no Brasil, essas criptos são muito usadas em remessas internacionais e viagens porque, além de rápidas e disponíveis 24 horas por dia (viva a blockchain), não sofrem tributação. Essa nova regulação, porém, abre o caminho para que elas possam ser taxadas com IOF, o que encarece o uso.

Isso já está valendo? Ainda não. A Receita Federal não criou o imposto para stablecoins por enquanto. O que mudou é que o terreno foi preparado. No fim do ano passado, o próprio governo já havia sinalizado que esse passo poderia ser dado.

Resumo da ópera: as regras tendem a proteger mais os usuários, criando mecanismos extras de segurança, mas também podem deixar as operações um pouco mais caras daqui para frente.

📈 O que sobe, o que desce

Bitcoin (BTC)

US$ 78.135,72

+0,54%

Ethereum (ETH)

US$ 2.281,89

+0,04%

↑ Maiores altas
• Stacks (FTX): +19,17%
• Hyperliquid (HYPE): +16,17%
• Polygon (MATIC): +14,02%
Maiores baixas
• Chiliz (CHZ): -6,14%
• Monero (XMR): -5,72%
• Zcash (ZEC): -4,52%
*Cotação do dia 03/02/26, às 8h45

Cripto Brasil

Brasil nada contra a maré cripto

Toda segunda, a gestora CoinShares divulga o vai e vem dos fundos cripto globais - incluindo os brasileiros. O termômetro ajuda a entender o apetite dos investidores por produtos cripto mais tradicionais. Na semana passada, os brazucas injetaram US$ 1,7 milhão nesses fundos, recuperando exatamente o mesmo valor que havia saído entre 19 e 23 de janeiro. O detalhe curioso? O Brasil foi na contramão do mundo: os fundos globais amargaram resgates de US$ 1,7 bilhão.

Banco Master e o submundo cripto

Entra dia, sai dia - e sempre surge um novo capítulo envolvendo o Banco Master. A bola da vez: a Polícia Federal investiga a relação da instituição com a One World Services (OWS), uma empresa brasileira de compra e venda de criptos suspeita de lavar dinheiro para grupos criminosos, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e até o Hezbollah. Segundo as apurações, o volume movimentado gira em torno de R$ 2,8 bilhões. É muita grana, né?

Treta entre cartórios e blockchain

Há algum tempo, incorporadoras e agentes do mercado imobiliário flertam com a blockchain para registro de imóveis. O motivo é simples: o processo é rápido e barato. Os cartórios, porém, não curtiram nada a ideia e partiram para o ataque. Nos últimos meses, pelo menos quatro estados editaram normas proibindo que a tokenização substitua o registro tradicional em cartório. Do lado cripto, o argumento é de sempre: exagero regulatório que pode frear a inovação e atrasar o avanço tecnológico no setor.

Cripto around the world

Reunião a portas fechadas

Na semana passada, contamos aqui que a Casa Branca queria reunir o pessoal cripto com os bancos. O motivo da treta você já conhece: plataformas de ativos digitais estão oferecendo rendimento em stablecoins - e os bancões não estão nada felizes com isso. Pois bem: a reunião aconteceu. A portas fechadas. Segundo um dos participantes, houve um “progresso necessário” na conversa, mas ainda tem muita água para rolar. Por ora, a Casa Branca tem orientado os envolvidos a focarem nos pontos técnicos do debate.

Ela não cansa de comprar bitcoin

Se existe uma empresa listada em Bolsa que ama bitcoin, essa empresa é a americana Strategy. Entra semana, sai semana - e lá vai ela aumentar o caixa em cripto. Em comunicado divulgado ontem, a companhia informou a compra de mais 855 bitcoins, um desembolso de US$ 75,3 milhões. Com isso, a Strategy agora soma 713.502 BTC, avaliados em cerca de US$ 55 bilhões. Para ter ideia do tamanho: é mais do que o valor de mercado da Ambev.

Gráfico do dia

Volume de negociação de criptos em janeiro (Brasil)

Fonte: Biscoint

Frase

A blockchain, por mais sofisticada que seja tecnicamente, não resolve por si só os problemas jurídicos que surgem quando ativos tokenizados entram em conflito com o sistema legal

– Emílio Guerra, oficial registrador de títulos e documentos do 1º Ofício de Registro de Títulos e Documentos de Belo Horizonte

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Curadoria afiada sobre negócios, economia e investimentos.

Texto: Lucas Gabriel Marins
Design: João Brito

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