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Stablecoins perdem batalha nos EUA?

Bom dia, apaixonados por cripto. O cabo de guerra entre emissores de stablecoins e bancos nos Estados Unidos ganhou um novo capítulo - e, por enquanto, com vantagem para o sistema financeiro tradicional.

Em jogo está um ponto central: as stablecoins - aquelas criptos atreladas a outros ativos, como o dólar - podem ou não pagar rendimento, como se fossem um CDB? As empresas do setor defendem que sim. Os bancos, claro, fazem pressão no sentido oposto.

E o texto mais recente da nova proposta de regulação, o chamado Clarity Act, indica um caminho: nada de rendimento automático só por manter saldo em stablecoins. Na prática, isso tira das criptos uma das suas maiores vantagens competitivas frente aos bancos.

Por outro lado, o texto abre uma brecha ao permitir programas de recompensas ligados ao uso desses ativos - embora ainda não esteja claro como exatamente. O próximo passo será entender até onde essas “recompensas” podem ir - e se elas conseguem substituir, na prática, os rendimentos que ficaram pelo caminho.

📈 O que sobe, o que desce

Bitcoin (BTC)

US$ 71.198,23

+3,87%

Ethereum (ETH)

US$ 2.159,88

+5,42%

↑ Maiores altas
• Aptos (APT): +16,05%
• Bittensor (TAO): +14,82%
• World Liberty Financial (WLFI): +10,59%
Maiores baixas
• DeXe (DEXE): -4,77%
• Monero (XRM): -2,68%
• Polkadot (DOT): -1,10%
*Cotação do dia 24/03/26, às 8h45

Cripto Brasil

Brasileiros injetam US$ 1,3 mi em fundos cripto

Os investidores brazucas colocaram US$ 1,3 milhão (cerca de R$ 6,8 milhões) em fundos de criptomoedas na última semana. No acumulado de março, a entrada nesses produtos já chega a US$ 5,7 milhões (quase R$ 30 milhões). O movimento local acompanhou o ritmo global. No mundo todo, os fundos cripto captaram US$ 230 milhões (R$ 1,2 bilhão) só na última semana e US$ 1,9 bilhão (R$ 9,9 bilhões) nos últimos 30 dias.

Brasil vira vitrine cripto

O mercado internacional de cripto está cada vez mais atento ao Brasil - e isso ficou mais claro recentemente. A Crypto Finance, braço de ativos digitais da Deutsche Börse, desembarcou no país neste ano após demanda direta de clientes - não só pelo mercado local, mas também como porta de entrada para a América Latina. Na visão do CEO, Stijn Vander Straeten, o ambiente brasileiro já figura entre os mais avançados do setor, tanto em adoção quanto em desenvolvimento de infraestrutura.

R$ 8,5 bi em stablecoins no mês

Março ainda não acabou, mas os brasileiros já movimentaram cerca de R$ 8,5 bilhões em stablecoins atreladas ao dólar. A USDT segue absoluta: responde por R$ 7,8 bilhões desse total. Na sequência aparece a USDC, com R$ 751 milhões negociados no período. Os números reforçam a preferência local por ativos dolarizados dentro do universo cripto. O volume de bitcoin (BTC), para efeito de comparação, foi de R$ 3,32 bilhões.

Cripto around the world

BlackRock in love com a tokenização

Larry Fink, CEO da gigante BlackRock, acredita que as criptos e a tokenização (o processo de transformar ativos em tokens na blockchain) podem modernizar o sistema financeiro. Em carta a acionistas, o executivo comparou o momento atual ao início da internet, sugerindo que a transformação será gradual, mas profunda. A fala vem em meio ao avanço da gestora no setor, que já soma cerca de US$ 150 bilhões ligados a ativos digitais.

Fundo australiano mira cripto

Enquanto no Brasil o Conselho Monetário Nacional (CMN) proibiu fundos de pensão de investir diretamente em criptomoedas - citando riscos elevados -, lá fora o movimento começa a ganhar outra direção. O Hostplus, um dos maiores fundos de pensão da Austrália, com cerca de US$ 100 bilhões sob gestão, estuda abrir espaço para bitcoin e outros ativos digitais. A ideia é permitir esse tipo de exposição dentro de uma modalidade em que o próprio investidor escolhe onde alocar parte da aposentadoria.

Gráfico do dia

Fluxo nos ETFs de bitcoin dos EUA

Fonte: SoSoValue

Frase

A tokenização pode ajudar a acelerar esse futuro ao modernizar a infraestrutura do sistema financeiro — tornando os investimentos mais fáceis de emitir, mais fáceis de negociar e mais fáceis de acessar.

– Larry Fink, CEO da BlackRock

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O Essencial
Curadoria afiada sobre negócios, economia e investimentos.

Texto: Lucas Gabriel Marins
Design: João Brito

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