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A cripto que disparou 60% neste ano

Bom dia, apaixonados por cripto. O bitcoin (BTC) chegou a ensaiar uma alta hoje, antes da divulgação da inflação ao consumidor de dezembro nos Estados Unidos (CPI, na sigla em inglês), mas nada que empolgasse o mercado

Agora, um token entrou em 2026 pisando fundo no acelerador: o monero (XMR, para os íntimos). Em apenas 13 dias, a altcoin saltou 60%, saindo de US$ 426 no dia 1º de janeiro para US$ 680 nesta terça-feira (13). Para comparar: no mesmo período, o bitcoin subiu cerca de 5%.

O que explica esse rali? Desde o ano passado, as chamadas criptos de privacidade - aquelas que tornam as transações mais difíceis de rastrear, como o monero - voltaram a ganhar destaque. Isso acontece num momento em que o bitcoin e outras grandes moedas estão cada vez mais “institucionalizadas” - algo que, convenhamos, passa longe do espírito original do Satoshi Nakamoto. A gente já falou sobre isso aqui.

Vai continuar subindo? No mercado cripto, ninguém sabe. Mas a narrativa de privacidade na blockchain parece estar, de novo, ganhando tração.

📈 O que sobe, o que desce

Bitcoin (BTC)

US$ 92.172,20

+1,79%

Ethereum (ETH)

US$ 3.136,36

+0,78%

↑ Maiores altas
• Dash (DASH): +35%
• Story (IP): +18,59%
• Monero (XMR): +16,68%
Maiores baixas
• Lighter (LIT): -8,91%
• Render (RENDER): -3,48%
• Virtuals Protocol (VIRTUAL): -2,65%
*Cotação do dia 13/01/26, às 8h30.

Cripto Brasil

Verde pula fora do barco cripto

Vocês já ouviram falar do fundo Verde? É um dos mais famosos do Brasil. No fim de 2024, a gestora (que tem o mesmo nome) resolveu entrar em criptomoedas - e o mercado leu isso como um baita sinal positivo. Afinal, uma gigante estava “carimbando” o setor. Pois bem: nesta semana, a Verde contou em carta que decidiu zerar a posição em ativos digitais. O motivo? Não disse. Mas o movimento acontece justamente no momento em que o BTC anda meio sem graça e o humor com cripto não é dos melhores.

Fundos no vermelho (de leve)

A semana passada foi levemente negativa para os fundos brasileiros de criptomoedas. No total, eles tiveram saídas de US$ 500 mil (algo como R$ 2,6 milhões). Mas isso não foi só aqui. Lá fora, ETFs (fundos negociados em bolsa) e produtos parecidos ligados a cripto viram US$ 454 milhões (cerca de R$ 2,4 bilhões) irem embora no mesmo período. Pelo visto, o mau humor com o setor continua no ar.

BNDES de olho na blockchain

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai pagar R$ 10 milhões em um estudo técnico sobre certificação de créditos de carbono no Brasil. O detalhe curioso: o edital fala explicitamente em avaliar tecnologias para modernizar esse processo - e cita a blockchain entre as opções. Vale lembrar que a tecnologia por trás das criptos já vem sendo usada para isso no campo, como mostramos aqui na news de ontem.

Cripto around the world

A super compra de bitcoin

A Strategy, maior empresa de capital aberto detentora de bitcoin do mundo, voltou às compras pela terceira semana seguida - e fez a maior aquisição desde julho. Liderada por Michael Saylor, a companhia colocou mais US$ 1,25 bilhão na mesa para comprar 13.627 bitcoins, a um preço médio de US$ 91,5 mil por moeda. Com isso, a empresa agora acumula 687.410 BTC. Isso quer dizer que a firma tem 3,44% dos 19,97 milhões de bitcoins minerados do mundo.

Briga pelo rendimento

A exchange Coinbase está fazendo pressão em Washington para não perder o direito de pagar “juros” a quem deixa stablecoins paradas na plataforma. O estopim é um trecho do novo projeto de lei cripto nos EUA que pode proibir empresas não bancárias de oferecer esse tipo de recompensa. No centro da discussão está o programa da corretora que paga cerca de 3,5% ao ano para quem segura o dólar digital USDC por lá. Os bancos dizem que isso drena depósitos do sistema tradicional; a Coinbase fala que isso é só concorrência.

Gráfico do dia

A disparada do monero

Fonte: CoinMarketCap

Frase

Embora a perspectiva de médio prazo (do bitcoin) para 2026 continue construtiva, sustentada pela expectativa de melhora gradual da liquidez global, o comportamento de curto prazo ainda enfrenta limitações

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Curadoria afiada sobre negócios, economia e investimentos.

Texto: Lucas Gabriel Marins
Design: João Brito

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