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Sem IOF, R$ 9 bi no dólar digital

Bom dia, apaixonados por cripto. Sai mês, entra mês, e o apetite dos brasileiros por stablecoins - aquelas criptomoedas pareadas ao dólar - segue firme.

Em março, o volume negociado de USDT e USDC chegou a R$ 9,3 bilhões. O destaque vai para o USDT, que responde por cerca de 91% desse total. É muita coisa.

Esses ativos vêm ganhando espaço por um motivo simples: funcionam como uma forma rápida e barata de dolarizar o patrimônio. E com um detalhe que pesa: não sofrem cobrança de IOF (por enquanto).

📈 O que sobe, o que desce

Bitcoin (BTC)

US$ 67.702,05

-2,81%

Ethereum (ETH)

US$ 2.040,30

-1,92%

↑ Maiores altas
• Ondo (ONDO): +8,08%
• Canton (CC): +7,01%
• Chiliz (CHZ): +2,31%
Maiores baixas
• Worldcoin (WLD): -8,21%
• ether.fi (ETHFI): -7,29%
• Kaspa (KAS): -5,00%
*Cotação do dia 27/03/26, às 8h45

Cripto Brasil

Stablecoins “made in Brasil”

Não são só as criptos atreladas ao dólar que estão avançando. As versões brasileiras também começam a ganhar tração. Um estudo da gigante Visa mostra que as stablecoins pareadas ao real - como BRLV, BRLA, BRL1, entre outras - já respondem por cerca de 10% do volume no mercado de tokens ligados a moedas emitidas por governos.

Worldcoin na mira de CPI em SP

Enquanto as stablecoins crescem, quem virou alvo de políticos foi a Worldcoin (WLD) - a cripto ligada ao fundador da OpenAI, do ChatGPT, Sam Altman, que oferecia compensação financeira em troca de dados da íris do olho. Em maio de 2025, a Câmara Municipal de São Paulo instalou uma CPI para investigar o caso. Os vereadores agora estão na fase final de preparação do relatório.

Eleição brasileira já gira R$ 162 milhões no mercado cripto

A disputa presidencial brasileira já movimentou quase US$ 31 milhões (R$ 162 milhões) na Polymarket. Na plataforma - que roda em blockchain -, usuários apostam em eventos futuros comprando tokens de “sim” ou “não”, que representam possíveis resultados. Se acertarem, recebem o valor proporcional. No momento, o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro aparecem empatados, com 42% cada.

Cripto around the world

KPMG, PwC e Tether de mãos dadas

Falamos nesta semana aqui na news que a Tether, emissora da stablecoin USDT, estava em busca de uma auditoria mais robusta. Vale lembrar: a empresa sempre é questionada por sua falta de transparência. Agora saiu: a empresa contratou a KPMG para avaliar suas reservas, estimadas em US$ 185 bilhões, segundo o Financial Times. Além disso, chamou a PwC para revisar e reforçar seus sistemas internos.

Fuga nos ETFs de bitcoin

As coisas não estão muito boas para os ETFs de bitcoin nos EUA. Ontem, esses produtos tiveram saídas líquidas de US$ 171,2 milhões, marcando o maior fluxo negativo diário desde 6 de março. O fundo IBIT, da gestora gigante BlackRock, liderou as saídas, com US$ 41,9 milhões. Essas retiradas, claro, respigaram no preço do BTC, negociado na faixa dos US$ 67 mil hoje, com queda de quase 3% no dia.

Gráfico do dia

A queda do bitcoin

Fonte: CoinMarketCap

Frase

A saída de US$ 171 milhões de ETFs de bitcoin à vista ontem reflete a realização de lucros de curto prazo, a proteção contra a incerteza macroeconômica e a rotação de capital em meio à volatilidade mais ampla do mercado, em vez de uma mudança substancial na convicção de longo prazo

Nick Ruck, diretor de research da LVRG

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Curadoria afiada sobre negócios, economia e investimentos.

Texto: Lucas Gabriel Marins
Design: João Brito

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